Tempo, afeto e lembrança se entrelaçam nos poemas de Vaga memória, em que Ana Elisa Ribeiro (cronista do Rascunho) observa aquilo que permanece — ou se desfaz — das experiências cotidianas. Conversas entre mãe e filho, cenas familiares, a infância diante das incertezas dos adultos, o amor e a passagem dos anos formam uma espécie de álbum feito de palavras. A poeta parte de situações aparentemente simples para registrar tanto o que se fixa na lembrança quanto aquilo que escapa, revelando as transformações provocadas pelo envelhecimento e pela proximidade da morte. Mineira de Belo Horizonte, Ana Elisa também é pesquisadora do livro, da escrita e da presença feminina no universo literário e editorial. Vaga memória traz prefácio de Mariana Ianelli, que destaca a capacidade da autora de renovar o olhar sobre situações já conhecidas, e posfácio de Renata Farhat Borges, que aproxima o volume da poesia feminina brasileira e da memória de Henriqueta Lisboa. O livro integra um percurso poético que inclui Álbum, Dicionário de imprecisões e Menos ainda.