Há histórias que não se encerram quando acabam. Elas permanecem como ecos, retornam em lembranças, em cidades revisitadas, em encontros que reabrem perguntas. É nesse território que se desenrola O amor na sala escura, romance de estreia de Clarisse Escorel. A narrativa acompanha uma mulher em acerto de contas com um amor de juventude — intenso, inaugural, atravessado por silêncios e desencontros. Entre o Rio de Janeiro dos anos 1990 e a São Paulo do inÃcio dos anos 2000, a autora constrói uma trama sobre o impacto duradouro do primeiro amor e sobre a dor da rejeição como força formadora. Clarisse, que já havia publicado crônicas e contos, estreia no romance com prosa precisa e sensÃvel. Neta de Antonio Candido e filha de Eduardo e Ana Luisa Escorel, cresceu cercada por livros e cinema, mas afirma sua própria voz ao narrar a experiência Ãntima. Reconhecida por escritores como Adriana Lunardi, Ignácio de Loyola Brandão e Luiz Antonio de Assis Brasil, apresenta um romance que dialoga com artes visuais e música — a capa traz obra de Ana Prata e uma playlist acompanha a leitura. Mais que uma história de amor, o livro é sobre a necessidade de reescrever a própria vida para poder habitá-la, sobre o que permanece mesmo quando tudo parece ter ficado para trás.