O leitor brasileiro tem uma nova oportunidade de ler um dos clássicos do italiano Dante Alighieri. A Companhia das Letras acaba de publicar a primeira parte da Comédia de Dante, Inferno, com tradução dos professores Emanuel França de Brito (UFF), Maurício Santana Dias (USP) e Pedro Falleiros Heise (UFSC).
A edição conta também com gravuras de Evandro Carlos Jardim: são imagens que trazem aos olhos o melhor da narrativa. Das 19 obras presentes no livro, 12 estão na exposição “Evandro Carlos Jardim — obras selecionadas”, em cartaz na Galeria Leme, em São Paulo.
Em Inferno, Dante guia o leitor em uma viagem às profundezas. O poeta Virgílio é o cicerone pelo trajeto. Criado quando o anjo Lúcifer caiu do Céu, o Inferno é composto por nove círculos, e o leitor é levado a cada um deles nos 34 cantos do épico dantesco.
Tendo como tema a história de uma alma cristã que parte da consciência do pecado (Inferno), passa pela purificação interior (Purgatório) e chega à visão de Deus (Paraíso), Dante encontra seu ponto de referência numa escrita de estilo “humilde”: a iluminação espiritual das Sagradas Escrituras serve de orientação para o poema, escrito de forma pioneira na língua vulgar, e não em latim.
Nascido em Florença no século 13, Dante Alighieri é uma das figuras mais importantes — e enigmáticas — da literatura ocidental. Político, escritor, exilado: foi um intelectual de diversas facetas que não só moldou a língua italiana como também a forma clássica como muitos entendem os conceitos de paraíso, purgatório e inferno.