🔓 Pedra, papel, tesoura

Uma narrativa sobre a perda da inocência e a ditadura na Argentina dos anos 1970
Pedra, papel, tesoura
Inés Garland
Trad.: Laura Jahn Scotte
Roça Nova
192 págs.
01/03/2024

Uma narrativa sobre a perda da inocência e a ditadura na Argentina dos anos 1970. Assim é o romance Pedra, papel, tesoura. Os personagens Alma, Carmen e Marito cresceram juntos, compartilham sonhos e segredos, entram na adolescência, se afastam e se reaproximam. Através dos olhos de Alma, menina nascida e criada na elite portenha, Inés Garland mostra o desmanche do universo seguro e acolhedor da infância para dar lugar a um mundo permeado pela violência e pelas barreiras sociais. Dividida entre a rígida educação católica da escola particular, ser a boa filha que os pais esperam e o romance secreto com um rapaz “não adequado” para ela, Alma vê essas esferas perderem seus contornos e se fundirem à medida que se torna adulta e começa a enxergar o mundo para além da sua bolha. No hiato de um ano que entremeia as duas partes do livro, acontece o golpe que instauraria em 1976, na Argentina, a ditadura militar — que ao longo de sete anos tiraria a vida de cerca de 30 mil pessoas. A narradora, entretanto, sabe pouco ou quase nada sobre o que está acontecendo no país.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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