🔓 Parapeito

Clara não quer ter filhos. Depois de treze anos de relacionamento, porém, Bernardo decide que deseja ser pai, e a separação deixa a protagonista diante de uma vida que já não reconhece
Parapeito
Rita de Podestá
Cachalote
134 págs.
01/08/2026

Clara não quer ter filhos. Depois de treze anos de relacionamento, porém, Bernardo decide que deseja ser pai, e a separação deixa a protagonista diante de uma vida que já não reconhece. Sozinha, ela passa a observar, do parapeito do apartamento, uma mulher no prédio vizinho, sempre inclinada sobre um caderno. Sem saber quem é a desconhecida, Clara a chama de “chinesinha” e começa a imaginar sua rotina, suas ausências e aquilo que escreve. Estreia de Rita de Podestá como romancista, Parapeito acompanha uma personagem inquieta com as certezas prontas e com a sensação de que a realidade pode se abrir em muitas versões. A curiosidade pela vizinha transforma-se em obsessão e desencadeia uma espiral de lembranças, perguntas e fabulações. Enquanto tenta compreender o destino de Bernardo e reconstruir a própria identidade após o término, Clara cria mundos paralelos por meio da escrita. O livro aproxima solidão, luto amoroso e invenção para narrar a busca de uma mulher por alguma continuidade quando as referências que sustentavam sua vida parecem ter desaparecido.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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