🔓 Mil novecentos setenta cinco

Marina sabe que seus dias estão contados. Poeta e militante perseguida pela ditadura militar, ela vive numa quitinete, cercada por livros, lembranças fragmentadas e pela expectativa da repressão
Mil novecentos setenta cinco
Cristiano Santiago Ramos
Patuá
168 págs.
01/08/2026

Marina sabe que seus dias estão contados. Poeta e militante perseguida pela ditadura militar, ela vive numa quitinete, cercada por livros, lembranças fragmentadas e pela expectativa da repressão. Em seus últimos sete dias, passado e futuro se confundem, enquanto fatos, vozes e tempos avançam em espiral. Entre as leituras da personagem estão Zero, Dentro da noite veloz e Lavoura arcaica, obras publicadas no Brasil em 1975 e incorporadas à composição do romance. Estreia de Cristiano Santiago Ramos na prosa longa, Mil novecentos setenta cinco transforma o ano do título em data e contagem regressiva. Ao acompanhar Marina, o livro percorre as marcas da violência política nos corpos, nos afetos e na memória. Pernambuco atravessa a narrativa por meio de recordações da infância, engenhos decadentes, casas antigas e espaços urbanos. Entre relato, delírio e poesia, o romance revisita a ditadura a partir de uma experiência íntima e feminina. Mais do que reconstruir um período histórico, a obra se volta para aquilo que permanece depois do desaparecimento, do medo e do silêncio — e para as sombras do autoritarismo que ainda alcançam o presente.

Rascunho

O Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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