Melancolia

Em versos permeados pelo sentimento que batizou a obra, o poeta carioca deixa suas entranhas à vista
Melancolia
Carlos Cardoso
Record
112 págs.
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“Iniciarei sem medo,/ com a cabeça erguida/ falarei em primeira pessoa,/ direi: eu! Eu digo.” Em trecho do poema que dá nome ao livro, Carlos Cardoso parece tentar romper com a abordagem acadêmica que busca separar autor e eu lírico. Em versos permeados pelo sentimento que batizou a obra, o carioca deixa suas entranhas à vista, abordando esse mal-estar bastante presente no século 21 de maneira pessoal. “Hoje, o mundo vivencia uma melancolia generalizada. O estado melancólico está instalado no mundo e é necessário falar sobre esse sentimento, entrar para saber como sair dele”, explica em entrevista à Tribuna de Minas. A manobra ousada, no entanto, cobra seu preço: “Releio meus versos/ e me aterrorizo com o que faço”. Apesar do ônus dessa expressão sincera, o conjunto — que também traz a pedra como constância temática e homenageia nomes como Caio Fernando Abreu e Vinicius de Moraes — recompensou o esforço ao vencer o prêmio de poesia da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2019.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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