Romance de Sara Gallardo ganha edição comemorativa

“Eisejuaz”, lançado em 1971 e publicado pela primeira vez no Brasil, é obra-prima da autora argentina que foi comparada a Guimarães Rosa e Juan Rulfo
Sara Gallardo, autora de “Eisejuaz”
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01/04/2021

O romance Eisejuaz, de Sara Gallardo (1931-1988), chega ao Brasil em tradução de Mariana Sanchez. Publicado originalmente em 1971, o livro mais festejado da autora argentina — comparada a Guimarães Rosa e Juan Rulfo — se destaca por levar ao limite as possibilidades da linguagem.

Na narrativa, considerada por Ricardo Piglia uma das mais importantes da literatura argentina, o líder religioso e indígena que dá nome à obra rompe com a missão protestante nórdica à qual tinha sido incorporado e parte em busca de sua própria santidade.

“Existe em Sara Gallardo uma originalidade tão radical que o mais justo seria inscrevê-la nessa categoria da literatura latino-americana dos livros que não se parecem com nada, que não se encaixam nem mesmo no cânone da heterodoxia finalmente estabelecida”, anota o acadêmico Martín Kohan no prefácio.

Nos breves 57 anos que viveu, Sara foi jornalista, cronista e ficcionista. Além do romance publicado pela Relicário, lançou Enero (1958), Pantalones azules (1963) e Los galgos, los galgos (1968), entre outros. Seu trabalho de não ficção foi publicado em veículos como Confirmado e Primera Plana.

Eisejuaz
Sara Gallardo
Trad.: Mariana Sanchez
Relicário
240 págs.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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