Romance de Boubacar Boris Diop trata do genocídio de Ruanda

“Murambi, o livro das ossadas”, em pré-venda pela Carambaia, é uma narrativa polifônica sobre o último grande massacre do século 20
Boubacar Boris Diop, autor de “Murambi, o livro das ossadas”
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19/05/2021

O genocídio que deixou 800 mil mortos em Ruanda está no centro do romance Murambi, o livro das ossadas, de Boubacar Boris Diop. Em pré-venda pela Carambaia, é a primeira obra do senegalês traduzida no Brasil.

Quatro anos após o massacre dos tútsis, Boris Diop visitou o país africano para reunir informações sobre um dos acontecimentos mais brutais do século 20 — promovido pelos hútus.

Nos cem dias de terror, protagonizados por uma das etnias mais numerosas de Ruanda, pessoas de todas as idades foram mortas e sofreram diversos tipo de maldade. Entre outras atrocidades, foram contaminadas propositalmente com o vírus da Aids.

Para a norte-americana Toni Morrison, vencedora do Nobel de Literatura de 1993, a narrativa de Boubacar “é um milagre” e confirma sua “convicção de que só a arte pode lidar com as consequências da destruição humana e traduzi-las em significado”.

Em Murambi, o livro das ossadas, o professor de história Cornelius Uvimana volta ao seu país de origem, onde o massacre ocorreu, para descobrir por que sua família inteira foi assassinada — menos seu pai, um médico considerado e membro da etnia hútu.

Boubacar Boris Diop nasceu em Dakar, no Senegal, e publicou seu primeiro romance em 1981. No ano 2000, lançou Murambi, o livro das ossadas e recebeu o Grande Prêmio Literário da África Negra pelo conjunto da obra.

Murambi, o livro das ossadas
Boubacar Boris Diop
Trad.: Monica Stahel
Carambaia
224 págs.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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