🔓 Personagens mulheres dão corpo a narrativa contra machismo

"A costureira da rua quinze", do paraibano Hugo Monteiro Ferreira, tem no olhar de três mulheres e no tema da loucura seu foco principal
Hugo Monteiro Ferreira, autor de “A costureira da rua quinze”
10/06/2021

A Confraria do Vento acaba de publicar o novo livro do professor e escritor Hugo Monteiro Ferreira. O romance A costureira da rua quinze, dedicado à médica alagoana Nise da Silveira, tem nas mulheres e no tema da loucura seu foco principal.

O romance conta a história de Esmeralda, uma adolescente cega, cujo sonho é ver a face de seu pai, de Angélica, uma moça que viu sua mãe, Dona Carmem, ser vítima de violência doméstica por anos a fio, e de Tininha, uma jovem que deseja, antes de tudo, encontrar o amor de sua vida e casar.

Essas três mulheres decidem ir à procura de Elvira, uma costureira que faz roupas exclusivamente para mulheres e que por meio de suas roupas mágicas possibilita às suas clientes a possível solução para os problemas por elas vivenciados.

Chegar à Rua Quinze, todavia, nem é simples e nem fácil, é desafiador e exige coragem, dedicação e persistência. As três mulheres estão dispostas a cumprirem as exigências, a atravessarem os obstáculos, a ultrapassarem os limites impostos pelo trajeto até a casa de Elvira.

No livro, todas as personagens masculinas são coadjuvantes, não têm nomes, são tratadas por epítetos e representam as facetas tóxicas das masculinidades forjadas nas sociedades patriarcais, nas culturas agressivas contra meninas e mulheres.

Hugo Monteiro Ferreira é Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Pesquisador na área de saúde socioemocional de crianças, adolescentes e jovens, é autor da pesquisa Geração do quarto: quando crianças e adolescentes nos ensinam a amar. Em 2014, foi finalista do Prêmio Jabuti, na categoria Juvenil, com o livro Emílio ou quando se nasce com um vulcão ao lado.

A costureira da rua quinze
Hugo Monteiro Ferreira
Confraria do Vento
252 págs.
Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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