Ódios e angústias marcam novos poemas do angolano João Melo

Em “Diário do medo”, lançado pela Urutau, colunista do “Rascunho” cria imagens vívidas para confrontar a barbárie histórica do mundo
João Melo, autor de “Diário do medo”
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13/10/2021

Nos poemas do livro Diário do medo, lançado pela Urutau, o colunista do Rascunho João Melo não teme confrontar o caos do mundo. A partir da memória, o angolano investiga os ódios e angústias que perpassam sua vida e a dos outros.

“Neste livro, há sempre algo saltando das páginas, alguma dor dele, minha, tua, secular, que nos afunda”, anota a professora Debora Ribeiro Rendelli. “Mesmo quando João trata de amor, não é um amor qualquer, mas sim, como disse Heiner Müller em seu poema, das matemáticas que resultam em nada, o deus-zero das hienas.”

Apesar do tom pesado, Melo parece fazer de seu trabalho um motivo para seguir em frente. Nos versos do poema Dentro do útero, por exemplo: “O perigo ronda lá fora// Invisível// Insidioso// Estou fechado em casa,/ como dentro de um ovo,/ talvez/ de um útero// Mas não quero nascer// Quero renascer”.

João Melo nasceu em Luanda, na Angola, em 1955. É escritor, poeta, jornalista e tem extensa formação acadêmica. Publicou mais de 20 livros, em diversos gêneros literários e diferentes países — Portugal, Itália, Cuba, Brasil. Assina a coluna Mukanda de Luanda.

Diário do medo
João Melo
Urutau
158 págs.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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