Morte e experimentalismo marcam romance de Diógenes Moura

“Vazão 10.8 — A última gota de morfina”, lançado pela Vento Leste, tem como ponto de partida a morte da única irmã do autor
Diógenes Moura, autor de “Vazão 10.8 — A última gota de morfina”
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22/07/2021

No romance Vazão 10.8 — A última gota de morfina, Diógenes Moura tem a morte de sua única irmã como ponto de partida para criar uma narrativa que, apesar de lidar com a morte, celebra a vida e memórias familiares.

O livro, que começou a ser escrito na manhã de 30 de junho de 2018, nasceu de uma ligação: “Semana passada senti dores nas costas. Fiz uma tomografia, estou com um câncer no pâncreas!”.

A partir daí, entre São Paulo e as constantes viagens para visitar a irmã em Salvador, Moura pôs no papel — com toques oníricos, em uma espécie de prosa poética — a trajetória da pessoa que, dali a seis meses, seria levada pelo câncer.

“Não me interessava escrever uma biografia ou um perfil porque seria pouco, muito pouco para tudo o que ela viveu e tudo o que eu presenciei. Não seria literatura, seria jornalismo”, pondera o autor.

Diógenes Moura nasceu em Recife (PE) e está radicado em São Paulo (SP) desde 1989. O antiacarajé atômico — Dias pandêmicos (2020), O livro dos monólogos — Recuperação para ouvir objetos (2018) e Fulana despedaçou o verbo (2014) são alguns de seus nove livros publicados.

Vazão 10.8 — A última gota de morfina
Diógenes Moura
Vento Leste
104 págs.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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