Felipe Attie estreia com romance repleto de drogas e desilusão

“Morrendo oito horas por dia” acompanha a trajetória autodestrutiva de um publicitário amargurado, recém-chutado pela noiva, em busca de redenção
Felipe Attie, autor de “Morrendo oito horas por dia”
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26/05/2021

O sangue escorre do nariz do redator publicitário amargurado, vestido diariamente com sua calça jeans e camiseta. Assim começa o romance de estreia de Felipe Attie, Morrendo oito horas por dia, lançado em edição do autor.

Na narrativa, o homem que sente vergonha do próprio reflexo está desiludido com sua profissão, que consiste em vender esperança criada em Photoshop. “Toda agência de publicidade é repleta de amargura e infelicidade”, anota.

“Alcoólatras, aspiradores de cocaína, viciados em analgésicos, gente frustrada que gasta fortunas com prazer instantâneo. Aqui é o lugar onde pintores viram designers, escritores viram redatores, músicos viram compositores de jingles e assim por diante.”

Nada nunca está tão ruim que não possa piorar, é claro. Além da rotina que não lhe dá mais nenhum prazer, o personagem vai lidar com um pé na bunda da noiva e, finalmente, entregar-se às mulheres da noite — com as quais se aprende coisas que não foram ensinadas na escola — e aos mais variados tipos de abusos.

“O Felipe é meu amigo, então sou suspeito para falar o quanto me deliciei lendo sua estreia na literatura com esse romance que não sei o que tem de autobiográfico e o que tem de ficção. Melhor não saber, e talvez nem ele saiba (assim espero, secretamente)”, diz o cartunista e artista plástico Allan Sieber sobre a obra.

Felipe Attie nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 1984. Segundo o autor, os dez anos em que atuou como redator publicitário foram os mais tristes da sua vida. Hoje, escreve ficção, é cartunista e tatuador.

Morrendo oito horas por dia
Felipe Attie
Edição do Autor
118 págs.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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