Cristovão Tezza é o vencedor do Prêmio Machado de Assis 2026, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra. A entrega será realizada em 23 de julho, durante a cerimônia de comemoração dos 129 anos da instituição. O autor também receberá R$ 100 mil, oferecidos pela Light.
Tezza é autor de mais de 20 livros de ficção e está entre os escritores brasileiros mais traduzidos de sua geração. Entre seus principais romances estão Trapo, A suavidade do vento, Juliano Pavollini, Breve espaço entre cor e sombra, O fotógrafo, O filho eterno, O professor, A tirania do amor e A tensão superficial do tempo.
A personagem Beatriz, criada em contos depois reunidos na coletânea Beatriz, reaparece nos romances Um erro emocional, A tradutora e Beatriz e o poeta.
Na não ficção, Tezza publicou os livros de crônicas Um operário em férias e A máquina de caminhar, a autobiografia literária O espírito da prosa, o livro de poemas Eu, prosador, me confesso e a coletânea de ensaios Literatura à margem. Na área acadêmica, é autor de Entre a prosa e a poesia: Bakhtin e o formalismo russo e Leituras: resenhas & ensaios.
Seu romance mais conhecido, O filho eterno, foi adaptado para o cinema, com direção de Paulo Machline, e para o teatro, com direção de Daniel Herz. O livro recebeu os prêmios Jabuti, Portugal Telecom, Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura.
O trabalho mais recente do autor é Visita ao pai, definido por ele como um “romance da memória” a partir da correspondência deixada por seu pai. O livro foi lançado pela Companhia das Letras.
A ABL também anunciou os nomes dos ganhadores de suas medalhas comemorativas. A medalha Joaquim Nabuco, destinada a personalidades de relevo na cultura brasileira, será entregue à editora Maria Amélia Mello e à Firjan.
A medalha Rachel de Queiroz, concedida em reconhecimento a serviços prestados à Academia, vai para o jornalista e advogado Rogério Faria Tavares e para o médico e escritor Gilberto Schwartsmann.
A historiadora Heloisa Starling receberá a medalha João Ribeiro, destinada a nomes de destaque no estudo da língua. Já a educadora Petronilha Gonçalves e Silva receberá a medalha Francisco Alves, concedida a pessoas ou instituições com trabalho relevante nas áreas de ensino e educação no Brasil.