Carlos Castelo publica livro de minicontos

Ironia, intensidade e situações absurdas se combinam nos 101 brevíssimos relatos reunidos em “Cacos”, de Carlos Castelo; o texto da orelha é de Gregorio Duvivier
Carlos Castelo, autor de “Cacos”
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on telegram
16/06/2021

Humor e situações absurdas se combinam nos 101 minicontos do livro Cacos, de Carlos Castelo. De acordo com José Eduardo Degrazia, no prefácio da obra, as narrativas transmitem “o máximo de intensidade com o mínimo de palavras”.

Conhecido pela irreverência frente à banda Língua de Trapo, Castelo não é diferente na literatura. Em seus relatos ficcionais, alguns com duas ou três linhas, destacam-se o nonsense da vida — e um humor mais macabro, também, como quando o aluno de escrita criativa mata seu professor e colegas a machadadas para ter uma boa história.

Outro exemplo para entender o estilo do autor está em Achados e perdidos: “Um pouco alcoolizado no sambódromo, acredito que fiz sexo com quatro pessoas ao mesmo tempo. Estava escuro e desconfio que um deles era um cão. Ao acordar, senti falta da minha correntinha com o crucifixo”.

“Se um romance é uma maratona, o microconto são cinquenta metros rasos. Carlos convoca todos os músculos da palavra para atingir o mais rápido possível a linha de chegada”, escreve Gregorio Duvivier no texto de orelha.

Jornalista, poeta e compositor, Carlos Castelo publicou 14 livros. Já transitou pela crônica, romance, aforismo e poesia satírica, entre outros gêneros. Desde 2013, dedica-se exclusivamente às investidas literárias mais curtas.

Cacos
Carlos Castelo
Penalux
124 págs.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

Publicidade