🔓 Argentino J. P. Zooey tem seu primeiro livro lançado no Brasil

“Sol artificial”, coletânea de contos de autor que escreve sob pseudônimo, confronta existencialismo de uma era marcada pela onipresença da tecnologia
J. P. Zooey, autor de “Sol artificial”
04/11/2020

(04/11/20)

Publicada originalmente em 2009, a elogiada coletânea de contos Sol artificial, do argentino J. P. Zooey, chega agora aos leitores brasileiros em edição da DBA.

Ao longo de 12 contos, conectados por uma carta que o autor escreveu a si mesmo com uma lista do que vale a pena lembrar na vida, Zooey apresenta uma galeria de personagens inusitados, como o homem que acredita ser um vírus de computador e a sobrevivente de Auschwitz que pensa ter encontrado Deus no chuvisco de uma TV fora de sintonia.

Em seu livro de estreia, o argentino confronta o existencialismo de uma era marcada pela onipresença da tecnologia em todos os setores da sociedade. Época em que não importa a profundidade dos vínculos, apenas a quantidade que conseguimos acumular — como nas redes sociais.

J. P. Zooey é um pseudônimo inspirado em J. D. Salinger — Zooey é uma das personagens mais famosas do escritor americano. Apenas em 2017 o escritor divulgou uma foto sua. Zooey nasceu em Buenos Aires, em 1973, e se formou em Jornalismo pela Universidade de Buenos Aires (UBA). É autor de outros livros, como Los eletrocutados e Manija, ainda inéditos no Brasil.

Sol artificial
J. P. Zooey
Trad.: Bruno Cobalchini Mattos
DBA
164 págs.
Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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