inquérito

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Bernardo Carvalho: "Duas páginas e alguma ideia sobre as duas no dia seguinte."
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Noemi Jaffe: "Achar que existe perfeição e, talvez, a própria existência dessa perfeição, sob a forma dos grandes escritores."
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Bernardo Ajzenberg: "Aquele em que surgiu pelo menos uma boa ideia, a ser registrada, para o livro que estou escrevendo."
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Carlos de Brito e Mello: "Quando os livros se tornam menos importantes do que os autores."
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Adélia Prado: "A que me inscreve na minha humanidade, confortando-a ou perturbando-a."
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Adriana Lisboa: "Escrever uma linha ou um verso já é bom. Apagar um monte deles também é."
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José Roberto Torero: "Tive a ideia de fazer o Papis et Circenses olhando a capa de uma caderneta."
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Marçal Aquino: "Acho que só tenho uma mania, que é escrever literatura à mão, em cadernos."
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Mariana Ianelli: "É um leitor presente, sem cordão de isolamento e sem trava de segurança."
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Godofredo de Oliveira Neto: "Escrever pensando na opinião dos colegas escritores. É letal para a obra."
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Humberto Werneck: "A facilidade no escrever. O automatismo. Convém lembrar o tempo todo do João Cabral: “Nem deve a voz ter diarreia”."
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Luiz Alfredo Garcia-Roza: "O jornal, durante o café da manhã, a filosofia e a ficção (o livro da vez ou releituras) à noite."