Mariana Ianelli

Mariana Ianelli

São Paulo - SP

Que espécie de estranho evento pôs outros olhos nos teus e veio enlouquecer teus sentidos, tua história, tua memória?
Mariana Ianelli

São Paulo - SP

A pintura passou os últimos dias guardada, para vir aflorar agora, no primeiro sábado do novo ano. Sim, eu vi Nossa Senhora da Piedade em carne e osso
Mariana Ianelli

São Paulo - SP

Eu te amo sempre, no teu verde translúcido com arraias e tartarugas, na tua fúria alta e branca de espuma, no teu negrume ensimesmado que não é petróleo
Mariana Ianelli

São Paulo - SP

Penso nessa lição agora que se desmancharam não só o vaso e a maçã da natureza-morta, mas também a avó, o avô e seu ateliê de altos janelões
Mariana Ianelli

São Paulo - SP

Solidão profunda, desértica, de alguém que resta numa cidade fantasma, perdendo o préstimo da palavra, ganhando ares de invisível
Mariana Ianelli

São Paulo - SP

Nunca te vi nem por foto, não sei teu nome, mas, se é que pode aliviar um pouco tua revolta, sei do paradeiro de todos os teus rebentos
Mariana Ianelli

São Paulo - SP

A crônica toca em coisas tremendas, fala de luas de sangue e trevas e segue sendo uma obra do minúsculo cotidiano
Mariana Ianelli

São Paulo - SP

Quando ninguém mais se importa com nada, os cães ladram na madrugada. Os cães se importam