Destruição e memórias estão no centro do romance de Hoda Barakat

“O arador das águas”, lançado pela Tabla, é ambientado em uma Beirute arrasada pela guerra e acompanha a trajetória do herdeiro de uma loja de tecidos
Hoda Barakat, autora de “O arador das águas”
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14/09/2021

No romance O arador das águas, lançado pela Tabla, a libanesa Hoda Barakat constrói uma história em que Niqula Mitri, herdeiro de uma loja de tecidos, precisa reencontrar sua própria identidade após a cidade de Beirute, onde vive, ser devastada pela guerra.

A saída encontrada pelo protagonista, após sofrer com os impactos da destruição, é se apoiar nas memórias e tentar reconstruir as sagas de sua família e da amada Chamsa, neta de uma das donzelas do rei Salomão.

“Na cidade-labirinto há que se nomear tudo novamente, com alfabeto de silêncio e grito”, anota Luci Collin no texto de orelha. “Não se separa o real da ilusão — mar é deserto, sonho é delírio, veneno é elixir.”

Hoda Barakat nasceu em Beirute, no Líbano, em 1952. Tem dez livros publicados e é considerada uma das vozes mais importantes da literatura contemporânea do Oriente Médio. Correio noturno, pelo qual ganhou o International Prize for Arabic Fiction, é seu outro livro traduzido no Brasil.

O arador das águas
Hoda Barakat
Trad.: Safa Jubran
Tabla
240 págs.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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