Instinto de sobrevivência

Conversa com Cristina Judar sobre como a reinvenção do ser humano na pandemia é uma forma de criar algum sentido num mundo cheio de imprevisibilidade
Ilustração: Carolina Vigna
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26/03/2021

Conversa com Cristina Judar

1.
Carola: A gente começou a conversar por causa da antologia que você e o Fred (Di Giacomo) organizaram: Pandemônio — nove narrativas entre São Paulo-Berlim. Quando vocês me pediram um conto, eu pensei, não consigo, não sou capaz de pensamentos organizados, e no final acabei escrevendo uma espécie de micro-conto, numa linguagem muito diferente da que costumo usar. Então fiquei pensando que a angústia me obrigou, e ainda obriga, a buscar outras formas de escrita. Longe do romance. Como foi/está sendo para você escrever e pensar a pandemia em meio à pandemia?

Cristina: Eu gostei muito da forma com que o Fred definiu o conto Restituição, que você escreveu para a antologia: um bonsai. É exatamente essa a impressão que ele me passa. A de uma imensidão condensada. Como se, ao lê-lo, mergulhássemos em todas as imagens microscópicas que podem estar contidas em uma gota d’água. Você não trabalhou só com o tempo-espaço, com a linguagem e seus significados. Trabalhou com proporções. E isso fez toda a diferença. Neste período temos nos reinventado, não é? Estamos dando os primeiros passos em relação a tanta coisa. E é claro que, com a escrita, não poderia ser diferente. Eu também tenho criado formas, mesmo que de maneira inconsciente, de me manter nessas águas turvas e atribuladas (e sem boia), que definem a nossa realidade. Além de trabalhar na organização da antologia Pandemônio, que nasceu exatamente nesse período, dei início a um projeto no meu Instagram pessoal: são as Notas do desespero pandêmico. Falo sobre gênero e identidade, sobre minhas pulsões e conflitos, nessas notas curtas e afiadas nascidas de lampejos. Sem contar que, nesses meses todos, ainda finalizei o romance Elas marchavam sob o sol [a ser publicado em breve pela Dublinense], que apresenta a vivência do cárcere a partir das histórias de mulheres de diferentes gerações e contextos históricos, culturais e sociais. Nesse novo livro, ancestralidade e realidade coexistem, além de criar novas narrativas e sentidos. Quando olho para trás, mal acredito que dei conta disso tudo. Não sei bem de onde tirei tanto estímulo. Puro instinto de sobrevivência, imagino. A escrita é a minha alternativa de sobrevivência.

Carola: Instinto de sobrevivência, sim, com certeza. A pandemia trouxe à tona a imprevisibilidade do mundo, essa coisa crua, o caos e a morte com sua irrealidade. Talvez a escrita seja uma forma de criar algum tipo de sentido, mesmo que fora da lógica, algum tipo de sentido e também um corpo capaz de seguir em frente. Algum tipo de vida. Ah, são lindas as suas Notas do desespero pandêmico!

Cristina: Fico feliz em saber que você leu algumas delas! Gosto de pensar nas redes como um território que ainda deve ser explorado, como partes de corpos que são interditadas para determinadas funções, ao mesmo tempo em que liberadas para outras. E se subvertermos essa ordem, o que acontece? Eu sempre vou querer saber o que pode acontecer e, de alguma maneira, provocar, para que algo diferente aconteça.

2.
Carola: A leitura do seu livro Oito do sete foi bastante incomum. Fiz uma primeira leitura “linear”, do início ao fim, mas depois o texto continuou em pequenas leituras fragmentadas, e o livro parecia ganhar cada vez mais intensidade. Há algo de enigmático nele, algo que me atinge, e ao mesmo tempo escapa. Destaco aqui um trecho: “É difícil convencer alguém sobre o que eu vou contar, mas quando olhei pela janela da sala de espera, a cor do céu era mais artificial do que a da caixinha forrada de veludo azul que eu trazia. Eu me sentia como uma mulher-concha, detentora de uma pérola gerada no meu interior, mas a mim desconhecida. Mantive-a próxima ao peito, a caixa deveria estar livre de qualquer ameaça”. Essa caixa me remete à caixa azul do Mulholland drive (Cidade dos sonhos), do David Lynch, pois no filme há uma chave (também azul). Para mim a caixa é a torção na fita de Moebius, a travessia possível entre o lado de dentro e o lado de fora. Uma ideia que sempre me fascinou. E agora pensei em [Ricardo] Piglia, que dizia que toda crítica é uma autobiografia. De certa forma, toda leitura é autobiográfica. Mas como estou fazendo associações aleatórias (talvez nem tanto), me vem à mente um outro texto seu, cito o seguinte trecho: “Engoliria garrafas com mensagens em papel para que alguém dentro de mim a lesse (em caso de necessidade). Nem peixe, nem homem, saltei, afundado e náufrago”.

Cristina: Suas associações também me fazem pensar no cinema de Alejandro Jodorowsky; na pele renovada da serpente de Oxumarê, que circunda e renova o planeta; e, principalmente, em bonecas matrioskas — um corpo que abriga outro corpo, que abriga uma joia, que abriga um coração (e assim por diante). Tenho refletido sobre abrigos que são cárcere, celas que são berço e acolhimento, corpos que são morada e aprisionamento. Trata-se de algo recorrente em uma parte considerável do que escrevo hoje, até por tudo o que temos vivido, nas mais diferentes esferas. Cito aqui a estrofe de Diane di Prima em sua Revolutionary Letter #49: “You are political prisoner locked in tense body/ You are political prisoner locked in stiff mind”. Sobre o que é inalcançável/ não-capturável: quem disse que a vida não é amor, exílio, desistência, flor, flechada — tudo isso ao mesmo tempo? Por que a literatura deveria ser diferente da imanência de todas as coisas? Aqueles que conseguem determinar qual é a sequência lógica, temporal, binária e exata da vida, que atirem a primeira lança. Não é à toa que você se sinta atingida e/ou capturada por alguns dos enigmas presentes. Sinto esse rajar desconstruído e sólido do mundo em seu O inventário das coisas ausentes, assim como no meu Oito do sete: nossas prosas, tão inteiras, apresentam o universo contido em um detalhe de asa de borboleta, sobre o qual, ao fazer uso da linguagem, colocamos uma lente de aumento.

Carola: Que bonito o que você diz. E é bonito esse diálogo entre os livros (pensando no Inventário e no Oito do sete), uma espécie de conversa expandida, na qual entram não só aquilo que a pessoa fala, mas também o que ela escreveu, seus personagens, os mundos que ela criou, os mundos ainda por criar, essa fala do inconsciente, esses desdobramentos. Mundos conversam, reverberam, como se cada encontro fosse uma imagem de caleidoscópio.

3.
Carola: Em O manifesto contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual, Paul B. Preciado faz a seguinte afirmação (citando Judith Butler): “O sistema sexo/gênero é um sistema de escritura. O corpo é um texto socialmente construído. (…) A (hétero) sexualidade, longe de surgir espontaneamente de cada corpo recém-nascido, deve se reinscrever ou se reinstruir através de operações constantes de repetição e recitação dos códigos (masculino e feminino) socialmente investidos como naturais”. Me interessa especialmente a frase “o corpo é um texto socialmente construído”, que se dá a partir de uma escritura. Uma narrativa que nos é imposta desde muito cedo, nas escolas, nos filmes, na TV, nas palavras ao redor, inclusive nas palavras que nos constituem. É possível reescrever o corpo? E qual poderia ser a função da literatura nessa tarefa?

Cristina: Ah, eu gosto tanto desses trechos que você citou, até por todas as leituras que, a partir deles, são possíveis. Quanto à minha literatura, isso representa uma parte significativa do que tenho buscado, mesmo que inconscientemente, há alguns anos. A maneira como Paul B. Preciado abriu minha cabeça para o entendimento do corpo-texto tem sido significativa para a minha criação, narrativas e personagens. É maravilhoso testemunhar corpos e existências serem conhecidos e reconhecidos nas letras, embora as representações de um suposto “sujeito universal” ainda sejam as predominantes. Ao conversar com amigos escritores, com alunos de oficinas, com leitores, muitos escancaram as lacunas que ainda existem quando pensamos em representatividade dos corpos e das existências. Não acredito que a literatura deva ter funções específicas que sirvam apenas a determinados grupos. E considerando o território de abrangências e de liberdade em que a literatura está situada, não há porque a representação e a (re) escritura de todos os corpos possíveis não sejam contempladas. A diversidade da nossa sociedade não deve estar à parte da literatura que marca os nossos dias.

Carola: Eu vejo a literatura como uma forma de construir realidades, nesse sentido é uma ferramenta de construção de mundos, inclusive o que ainda não foi pensado. Talvez esse aspecto seja o que mais me atrai, a literatura como possibilidade de um futuro ainda não imaginado, e que a gente vai construindo nessa teia de relações e rupturas, que é sempre uma teia/tela comunitária. No fundo, uma forma de romper com as repetições, com esse eterno retorno. Uma ruptura que não é uma linha em direção ao futuro, e sim um estilhaço, em todas as direções possíveis.

Cristina: Lindo! A possibilidade de, com a literatura, compor dias, tempos impensados, existências e realidades que nos escapam. Essa ideia de tecer o novo com as palavras me atrai muito, é coisa de magista, alquimia pura — quero e vou pensar mais sobre isso.

4.
Carola: Importa que histórias escolhemos contar?

Cristina: Elas importam tanto quanto as histórias que nos escolhem para ser contadas. O que, quando nos entregamos ao exercício da escrita, pode ser muito comum. Sem contar os casos em que o trajeto faz mais sentido do que o destino em si. Gosto de trabalhar com um objetivo claro, mas penso que, ao cruzar o rio, as margens precisam ser amplas, para que aquilo que se diferencia da exatidão de um “plano de trabalho para a construção de um livro” possa ser somado àquilo que já fazia parte do “script”. Que novas vozes surgiram? Que sonoridades? Quais foram as narrativas paralelas? Quais mudanças de trajeto se apresentaram? Muitas vezes, a literatura é fruto único desse extrato marcado pela imprevisibilidade. Ou, melhor dizendo, ela é um híbrido de todos os processos e vivências que atravessam o processo de criação.

Carola: Sim, concordo totalmente com a necessidade de margens mais amplas. Você usa a metáfora do rio, eu costumo usar a da bicicleta. No início eu estava muito ocupada em não cair da bicicleta, em não ser atropelada, em não atropelar alguém. Com o tempo isso foi ficando mais automático, o domínio técnico, e eu passei a gostar mais do passeio, a esquecer a bicicleta e olhar para a paisagem, hoje em dia olho com grande interesse para a paisagem, para aquilo que pode surgir, essa imprevisibilidade que você fala. Acho que antes eu estava mais preocupada em chegar (sã e salva) a algum lugar, hoje me interessa mais o que surge na paisagem, um coelho, uma árvore, ou até a descoberta de que a paisagem era só isso, um cenário, parte de um teatro.

Cristina: Sua metáfora da bicicleta é mesmo muito boa. É exatamente isso.

5.
Carola: Tenho pensado muito no lugar da alegria, da celebração nestes últimos tempos, tempos de angústia, tempos de morte. Por um lado, sinto a alegria quase como um desrespeito ao sofrimento, por outro, me parece que a alegria é sim, uma ferramenta de resistência, uma força revolucionária. A alegria no sentido do encantamento, e do aspecto dionisíaco da vida. Lembrei daquela frase maravilhosa (do livro Encantamento, de Luiz Antonio Simas e Luiz Rufino), que diz que “o contrário da vida não é a morte, o contrário da vida é o desencanto”.

Cristina: Haverá fôlego suficiente para a vivência do luto e a preservação da alegria que nos é de direito, como força de resistência? Penso que o encantamento deve ser preservado por nós como uma joia brilhante e pulsante, apesar de toda a escuridão que há ao redor. Com boas doses de fúria criativa e de respeito por quem veio antes e abriu as portas para que, hoje, pudéssemos estar aqui. Quanto ao livro de Luiz Antonio Simas e Luiz Rufino… é realmente maravilhoso! Destaco o trecho final dele, que nos serve como guia e lembrete daquilo que temos como herança e tradição no Brasil, um manancial ao qual devemos acessar, sempre que possível, para que o desencanto promovido pelo colonialismo/neoliberalismo não nos destrua de vez: “Assim está lançada a tarefa do encantamento: afirmar a vida neste e nos outros mundos — múltiplos feito as folhas — como pássaros capazes de bailar acima das fogueiras, com a coragem para desafiar o incêndio e o cuidado para não queimar as asas. Chamuscados, feridos, mas plenos e intensos, cantando por saber que a vida é voo”.

6.
Carola: Em Staying with the trouble (uma das leituras que mais me impactaram nos últimos tempos), Donna Haraway apresenta a seguinte ideia: “Al borde de la extinción no es solo una metáfora; colapso del sistema no es una película de suspense. Pregunten sino a cualquier refugiado, de cualquier especie. El Chthuluceno necesita un eslogan, al menos (desde luego, más de uno). (…) propongo ‘¡Generen parientes, no bebés!’. Generar — y reconocer — parientes es quizás lo más difícil y urgente” (preciso procurar no original). Obviamente, Haraway não está dizendo para as pessoas não terem mais filhos, mas está apontando para a necessidade de outros tipos de afetos e conexões para além da família de sangue. Gerar parentes seria estabelecer relações de troca e cuidado com uma série de outros seres, humanos e não humanos. É algo que me interessa muito, na vida e na literatura. Dar voz a outros sujeitos. Você faz isso em seu livro, talvez daí me venha a conexão com o pensamento da Haraway.

Cristina: Isso também me interessa muito. A ponto de eu me sentir à vontade para praticá-la, para senti-la na pele, cotidianamente. Ao menos para mim, essa experiência é muito real e significativa. Que os laços afetivos possam ir além do sangue (ou a constatação de que eles, de fato, vão além do sangue e/ ou não estão atrelados a ele) e que a literatura, como uma arte que (também) espelha a experiência humana, seja um território propício para a diversidade que nos cerca. E que infinitas relações e conexões entre pessoas, seres e realidades sejam apresentadas ao leitor. Em Oito do sete, o personagem Serafim — que voa por seis céus, ao mesmo tempo em que percorre as entranhas da terra — personifica essa intenção, bem como Roma, a cidade que é apresentada ao leitor como uma senhora falastrona, que conta suas histórias e tem as ruas e monumentos como partes de seu corpo. Essa discussão também me faz lembrar de Argonautas, de Maggie Nelson. As várias possibilidades de conexão em uma estrutura familiar queer estão entre os pontos de destaque do livro.

Carola: E eu acabo (sempre) voltando a [Gilles] Deleuze, em sua crítica ao Édipo freudiano. É interessante pensar que reinventar parentescos, construir outras formas de família (ou antigas formas, se pensarmos, por exemplo, no conceito de família para muitas culturas indígenas, mais centradas na comunidade, menos na relação triangular pai-mãe-filho), é também uma forma de abrir novas possibilidades para o inconsciente e suas marcas, talvez mais diluídas, afastadas do drama burguês, talvez menos egocêntricas e mais livres, sim, talvez mais livres.

Cristina: Sim, é preciso contestar as regras estabelecidas pela/para a “Santa Família”… Quando nos permitimos compor ou participar de diferentes composições familiares, desprogramamos muito daquilo que é perpetuado como incontestável e absoluto. Formar núcleos e agrupamentos únicos são pequenos atos de rebelião, consumados no interior dos lares, das comunidades, dos apartamentos, quintais e florestas (e também nas ruas), isso abre espaço para que toda a rigidez ao nosso redor possa ser, ao menos, enfraquecida, as pessoas tornam-se mais felizes e, como você bem disse, mais livres. Essa fala pode parecer um tanto quanto utópica ou ingênua, mas é isso o que sempre procuro praticar — e já tive experiências muito boas nesse sentido.

7.
Carola: Seu novo livro, Elas marchavam sob o sol, é uma espécie de romance-caleidoscópio que tudo atravessa. É lindo esse livro. Destaco um trecho: “Você a reconhecerá, não importa quem ou o que estiver ao redor: de cabelos de córrego e olhos de amêndoa, braços de asa e pernas de espada, ela é resistente, com a inteireza dos troncos da aveleira. As marcas milenares de sua pele trazem repertório para os seus atos e ela sobrevive, rústica em meio aos estímulos criados pelos interesses da sociedade de consumo. Estejam atentas ao senso de perigo que duas mulheres unidas despertam nos homens. É quase um acinte, uma perda de chão, saberem-se nada fundamentais, de mastros substituíveis. Não se deixem impressionar por expressões faciais, pelas palavras e trajes dos homens do poder, por mais duros, secos e bem cortados que estes sejam”.

Cristina: Obrigada, Carola! Elas marchavam sob o sol marca um novo momento, agrega reflexões que me acompanham há tempos sobre o encarceramento de tantos “corpos que importam” pela indústria e comércio, pela estética, pela religião, pelos sistemas de crenças, pelas etapas tidas como naturais e ideais na vida das pessoas, mas que, de fato, não passam de porteiras para a sala de abate. Para mim, foi um exercício importante espelhar realidades que, aparentemente, nada têm em comum, mas que, quando observadas com maior cautela, revelam ter uma mesma raiz. As vivências das personagens principais, Ana e Joan, que estão há 12 meses de completar 18 anos de idade, são o pilar do livro, que também se desdobra em várias camadas — de outras vozes, corpos e presenças, atuais e ancestrais. Como as de mulheres que foram presas políticas no Brasil, por exemplo. Essas camadas narrativas apresentam uma parte considerável do que vivemos como aprisionamento, bem como tudo o que ainda pode ser resgatado como sinônimo de liberdade. E a poética — assim como a crueza — da existência de todas essas personagens compõem este meu novo romance.

8.
Carola: Tem um poema da Alejandra Pizarnik (eu sempre volto a ela): La palabra que sana.

Esperando que un mundo sea desenterrado por el lenguaje, alguien canta el lugar en que se forma el silencio. Luego comprobará que no porque se muestre furioso existe el mar, ni tampoco el mundo. Por eso cada palabra dice lo que dice y además más y otra cosa.

Cristina: Magnífica. Os espaços dominados pelo silêncio, pelas suspensões, pelos intervalos, aproximam o texto a uma sinfonia. Gosto de criar já considerando esses espaços, que equilibram e trazem os contrastes necessários. Pouca gente sabe que, antes do jornalismo, eu estudei música por anos, então as sonoridades e a consciência de alguns equilíbrios sutis entre silêncios, tonalidades e ritmos também influenciam no resultado final daquilo que eu produzo, criando novos sentidos, camadas e significados aos textos. Prosa e poesia tornam-se uma coisa só e algumas magias — esperadas ou não — acontecem.

Cristina Judar
Nasceu em São Paulo, em 1971. Publicou o romance “Oito do sete” (2017), com o qual venceu o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria estreante com mais de 40 anos, os contos de “Roteiros para uma vida curta” (2016) e as HQs “Vermelho, vivo” (2011) e “Lina” (2010). “Elas marchavam sob o sol” (2021) é seu lançamento mais recente, novamente na prosa de fôlego.

Carola Saavedra

É autora, entre outros, dos romances Flores azuis (eleito melhor romance pela Associação Paulista dos Críticos de Arte), Paisagem com dromedário (Prêmio Rachel de Queiroz na categoria jovem autor), O inventário das coisas ausentes e Com armas sonolentas. Seus livros foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol e alemão. Está entre os 20 melhores jovens escritores brasileiros escolhidos pela revista Granta. Desde 2019, é professora e pesquisadora na Universidade de Colônia.

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