Homens barbudos Rogério Pereira Curitiba – PR Eles viajaram quase setecentos quilômetros. Deixaram a roça no fim da tarde, cortaram a rodovia na madrugada Abril de 2014, Edição 168, Rogério Pereira
Pelé Rogério Pereira Curitiba – PR Nosso Pelé era uma fraude. Gordo e desajeitado, chutava com a perna esquerda. Não sabia cabecear. Seus gols, raridades num antiquário de mentira Edição 167, Março de 2014, Rogério Pereira
Pito e Gélo Rogério Pereira Curitiba – PR “Aos trinta e nove anos, meu primo desistiu de ter a mesma idade que eu. Cinco tiros são sempre suficientes para mudar o rumo de algumas coisas.” Edição 165, Janeiro de 2014, Rogério Pereira
A casa demolida Rogério Pereira Curitiba – PR Eles chegam cedo. São dois homens atarracados, resistentes. Preparados para o serviço brutal Dezembro de 2013, Edição 164, Rogério Pereira
A estranha vida da senhora Z. Rogério Pereira Curitiba – PR A senhora Z. perdeu todos os dentes. Ganhou uma incômoda dentadura. Os filhos cresciam. Os dentes caíam Edição 163, Novembro de 2013, Rogério Pereira
Dias frios se aproximam Rogério Pereira Curitiba – PR A neve é branca. A morte é roxa. A mãe está no caixão. Mãos cruzadas sobre o peito — o óbvio gesto final Edição 162, Outubro de 2013, Rogério Pereira
Um bom dia para lavar roupas Rogério Pereira Curitiba – PR “Mais uma vez a morte entrou pela porta da frente, escancarou as cortinas e deitou-se no colchão de pouca espessura. A mãe está morta.” Edição 161, Rogério Pereira, Setembro de 2013
Minha escritora Rogério Pereira Curitiba – PR “A traqueostomia abandonou na sala de casa um gramofone quebrado da marca Mãe. Está voltando a uma infância inexistente, perdida na roça. O mundo é silêncio e solidão.” Agosto de 2013, Edição 160, Rogério Pereira
Carta a Deus Rogério Pereira Curitiba – PR Não sei por onde o senhor anda. É difícil encontrá-lo. Mas não se pode perder a esperança. A mãe vive pelos cantos em busca da sua ajuda Edição 159, Julho de 2013, Rogério Pereira
Andorinhas sempre nos observam Rogério Pereira Curitiba – PR O pó se acumula com facilidade. Passo o pano com atenção nos cantos. De onde vem tanto pó? Edição 158, Junho de 2013, Rogério Pereira