🔓 O bom Stálin

Em O bom Stálin, Víktor Eroféiev narra sua “infância soviética feliz” sendo filho de um funcionário do alto escalão
O bom Stálin
Víktor Eroféiev
Trad.: Moissei Mountian
Kalinka
382 págs.
01/09/2023

Em O bom Stálin, Víktor Eroféiev narra sua “infância soviética feliz” sendo filho de um funcionário do alto escalão. Além de colaborador de Stálin e Mólotov, seu pai foi conselheiro cultural na embaixada russa em Paris e lá circulou entre festas e artistas, como Pablo Picasso, Simone Signoret e Yves Montand, que fascinavam o jovem narrador. Conforme vai crescendo, vê-se dividido entre Paris e Moscou, entre o amor que sente pelo pai e a aversão que tem por um colaborador ferrenho de um regime que abomina ao mesmo tempo que desfruta dos privilégios de sua posição. De traços sartriano e dostoievskiano, o protagonista se desvenda aos leitores sem poupá-los dos próprios paradoxos. Seguindo os meandros da memória, a história fornece um panorama da União Soviética e da formação do movimento da dissidência dos anos 1960 e 1970 e do cultuado almanaque Metrópol (1979), que reuniu grandes nomes da literatura russa contemporânea. O almanaque, idealizado por Eroféiev, acabou enterrando a carreira de seu pai, trazendo à tona o tema do parricídio, que paira psicanaliticamente em toda a narrativa.

Rascunho

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