🔓 Prêmio Oceanos anuncia 54 semifinalistas

Seleção reúne autores de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal; dez obras avançarão à etapa final do prêmio
Adélia Prado, autora de “O jardim das oliveiras”
25/08/2026

O Oceanos — Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa anunciou os 54 livros semifinalistas de sua edição de 2026. São 26 obras de prosa e 28 de poesia, selecionadas entre 3.086 inscrições. A lista reúne autores de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

Nesta edição, o prêmio recebeu 1.808 livros de prosa e 1.278 de poesia, escritos por autores de 13 nacionalidades. Entre os semifinalistas de poesia estão 19 brasileiros, cinco moçambicanos e quatro portugueses. Na prosa, foram selecionados 12 autores brasileiros, dez portugueses, três moçambicanos e um angolano.

A próxima etapa será conduzida por dois júris, um de prosa e outro de poesia, formados por 12 escritores, poetas e críticos de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

O júri de prosa reúne Álvaro Taruma, de Moçambique; João Fernando André, de Angola; Carola Saavedra e Felipe Munhoz, do Brasil; e Sara Figueiredo Costa e José Mário Silva, de Portugal.

Na poesia, participam Leopoldina Fekayamãle, de Angola; Francisco Guita Jr., de Moçambique; Fernando Paixão e Natasha Félix, do Brasil; e Maria Antónia Oliveira e Maria João Cantinho, de Portugal.

Os jurados têm até 12 de outubro para escolher cinco finalistas de cada categoria. Os dez livros selecionados seguirão para a última etapa, quando um novo júri internacional definirá os vencedores de prosa e poesia.

Criado para promover a circulação das literaturas escritas em português, o Oceanos é uma premiação internacional anual aberta a obras publicadas em qualquer país.

SEMIFINALISTAS DE PROSA
A chuva que lança a areia do Saara, Ana Margarida de Carvalho, Companhia das Letras (Portugal)
Aranha Movediça, Moacir Fio, Moinhos (Brasil — CE)
Caderno de ossos, Julia Codo, Companhia das Letras (Brasil — SP)
Corsária, Marilene Felinto, Fósforo (Brasil — PE)
Dança de enganos, Milton Hatoum, Companhia das Letras (Brasil — AM)
Depois do trovão, Micheliny Verunschk, Companhia das Letras (Brasil — PE)
Have Ya Got Any Castles, Baby, Ana Teresa Pereira, Relógio D’Água (Portugal)
Horas azuis, Bruna Dantas Lobato, Companhia das Letras (Brasil — RN)
Matilde, H.G. Cancela, Relógio D’Água (Portugal)
Meridiana, Eliana Alves Cruz, Companhia das Letras (Brasil — RJ)
Mobília humana, jjLeandro, Litteralux (Brasil — MA)
Mundo, pára quieto, Ricardo Araújo Pereira, Tinta-da-China (Portugal)
Não é ainda o pânico, Rui Nunes, Relógio D’Água (Portugal)
Narração Nocturna, João Paulo Borges Coelho, Editorial Fundza (Moçambique)
Niemand, Andre Klojda, Litteralux (Brasil — RJ)
O Almoxarife Almaxerifado, João Henriques BarretoLima, Inmensa Editorial (Brasil)
O Mel sem Abelhas, Judite Canha Fernandes, Gradiva (Portugal)
Quem Tem Medo dos Santos da Casa, Sara Duarte Brandão, Dom Quixote (Portugal)
Recordações e Andorinhas, J. Rentes de Carvalho, Quetzal (Portugal)
Se não me quiseres amar agora no Inverno, quando?, António Cabrita, The Poets and Dragons Society (Portugal)
Sob a capulana do destino e outros contos, Énia Lipanga, Nandyala (Moçambique)
Te dou minha palavra, Noemi Jaffe, Companhia das Letras (Brasil — SP)
Todas as Famílias Felizes, Miguel d’Alte, Suma de Letras (Portugal)
Tudo Sobre Deus, José Eduardo Agualusa, Quetzal (Angola)
Última memória entrevista com Sthoe, Lucílio Manjate, Alcance Editores (Moçambique)
Uma delicada coleção de ausências, Aline Bei, Companhia das Letras (Brasil — SP)

SEMIFINALISTAS DE POESIA
A parte desejada, Ademir Demarchi, Lambrequim (Brasil — PR)
Antes de dar nomes ao mundo, Adriana Lisboa, Relicário (Brasil — RJ) — resenha no Rascunho
As Mãos, Rui Teixeira Motta, Guerra e Paz Editores (Portugal)
Boris e Marina, Alberto Martins, Companhia das Letras (Brasil — SP)
Cavalo partido ao meio, Danilo Villa, Primata (Brasil — BA)
Coisa de nada, Duarte Drumond Braga, não (edições) (Portugal)
Corpos da Memória, Helder Macedo, Caminho (Portugal)
Costurar a linguagem, Zacarias Nguenha, Fundação Fernando Leite Couto (Moçambique)
De-estar, entrestrelas, Age de Carvalho, Cobalto Livros (Brasil — PA)
Diáspora não é lar, Nina Rizzi, Pallas (Brasil — SP)
Matriarca cidade, Dalgo Silva, 7Letras (Brasil — CE)
Modos de construção sobre tapumes, Gabriela Sobral, Cachalote (Brasil — PA)
Nada entre dois polegares, João Gabriel Madeira Pontes, 7Letras (Brasil — RJ)
Noite devorada, Mar Becker, Círculo de Poemas (Brasil — RS) — resenha no Rascunho
O jardim das oliveiras, Adélia Prado, Record (Brasil — MG) — resenha no Rascunho
Para Espantar Horror do Tempo, Ben Jone, Oleba Editores (Moçambique)
Para o Naufrágio do Fogo, Britos Baptista, Gala-Gala (Moçambique)
Porte Étoile, Edimilson de Almeida Pereira, Cobalto Livros (Brasil — MG)
Pote de mel e outros poemas, Leonardo Gandolfi, Editora 34 (Brasil — RJ)
Quimera, Prisca Agustoni, Círculo de Poemas (Suíça-Brasil)
Radiografia das árvores, Ivana Fontes, Aboio (Brasil — SE)
Relógio sem rosto, Carlos Machado, Patuá (Brasil — BA)
Satori na laje, Edson Cruz, EditoRia (Brasil — BA)
Sobre a queda de uma pétala, Adriano Wintter, Bestiário (Brasil — RS)
Terreno, Duarte Scott, Tinta-da-China (Portugal)
Toda manhã era vez, Carla Diacov, Ofícios Terrestres (Brasil — SP)
Tratado das Coisas Sensíveis, Pedro Pereira Lopes, Imprensa Nacional — Casa da Moeda (Moçambique)
Tratado sobre noite, Whaskety Fernando, Mapeta (Moçambique)

Rascunho

O Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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