Para que ninguém diga que ignoro a crítica, reuni aqui alguns de seus momentos mais atentos sobre minha obra.
Sobre O último suspiro da sardinha:
“Carlos Castelo parece ter inspiração em escritores que provavelmente o expulsariam de suas bibliotecas pessoais. Há ecos, desafinados, de José Saramago, Clarice Lispector e até do manual de instruções de uma TV Philco 20’, mas todos eles soam como se tivessem sido vertidos três vezes no Google Tradutor e depois esquecidos no sol. O resultado é uma coleção de 37 crônicas que, embora clássicas, são sobretudo insondáveis por falta de coesão, clareza ou qualquer respeito à gramática. Este conjunto mal remendado deixará os fãs de literatura contemporânea com a sensação de terem desembolsado muito dinheiro por um encarte de supermercado.”
(Revista Contemporâneos do Passado)
“Castelo é, para mim, o padrão pelo qual todas as crônicas ruins são medidas. Sempre que leio uma narrativa truncada ou uma metáfora que não faz sentido, penso: ‘Pior que O último suspiro da sardinha não pode ser’. E, de fato, este livro é um catálogo completo de más escolhas criativas. Procure nele alguma crônica menos sofrível, mas, por favor, leve consigo um saco de vômito e um vidro de Rivotril.”
(Blog Beócios do Ofício)
Sobre A morte do guarda-chuva:
“Este romance grandioso apenas no número de páginas e no excesso de notas de rodapé inúteis, é uma caminhada dolorosa pela paciência do leitor. Castelo canaliza, sem querer, as piores versões de Paulo Coelho, Sidney Sheldon e o autor anônimo do Livro de receitas da Dona Benta. O que o leitor recebe é uma experiência comparável a A montanha mágica, isso se a montanha fosse feita de entulho e estivesse pegando fogo.”
(Raimundo Cansado, influencer-mirim e autor de Pior que eu, só eu mesmo)
“Em seu retrato laborioso e acidentalmente cômico da perda, dois personagens mal construídos tropeçam em direção a uma redenção que só chega no próximo volume do livro, a sair em 2029. Uma lenda obscura é descoberta. E, como todo o resto, esquecida na página seguinte. É um romance ambicioso, sim, mas ambicioso como quem promete um épico e entrega um bilhete de geladeira. A morte do guarda-chuva é uma narrativa que arrepia não pelo suspense, mas pelo constrangimento alheio, e dói não pelo drama, mas pela gramática.”
(Mariana Shwirtszpqp, autora de A tentação de não ler)
Sobre Pequenas grandes vergonhas:
“Carlos Castelo entrega aqui uma miscelânea de ensaios que mais parecem anotações de guardanapo coladas às pressas com fita adesiva. Ele tenta ser engraçado. No entanto, a única gargalhada que surge é a do leitor, nervoso, percebendo que gastou dinheiro em vez de pagar boletos vencidos. É uma coleção que não se sustenta em gênero algum, situada em algum lugar entre o panfleto de autoajuda e o convite de formatura mal diagramado.”
(Suplemento Cultural de Curral de Dentro)
“Carlos Castelo transformou o ato de escrever em um atentado público. ‘Pequenas Grandes Vergonhas’ é, de fato, uma descrição perfeita de sua própria obra, que merece ser lembrada apenas como alerta às gerações futuras. Relute em ler e, se possível, evite até mesmo folhear.”
(Clube dos Leitores de Borrazópolis)
Sobre Flatos poéticos e saudades:
“Carlos Castelo confunde inspiração literária com indigestão, e Flatos poéticos e saudades é o ruído inevitável desse engano.”
(Gazeta de Riachão do Jacuípe)