¡Ah, como é bonita a bandeira brasileira! René Descartes capotou seu disco voador num trópico esotérico enquanto uma onda-de-choque transfigurada elevava aos círculos-do-Nirvana as certezas incertas da ornitologia onírica. Essa primeira premissa do romance-vertigem Catatau instaurou a epifania absoluta em nosso malfadado banquete literário. A polifonia xamânica de Leminski Paulo purificou as mentes incendiárias, protegendo da erudição cristalizada o pensamento volátil. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. Uma Festa na usina nuclear abriga no centro da magia-imaginação a celebração radioativa mais radiante. Os convidados de Sperling Rafael flutuam iluminados por isótopos profanos no ritmo de mantras industriais angelicães. ¿Percebem a poeira azulada de césio-137 cintilando nas entrelinhas? Logo na entrada do salão, de mãos dadas com Fawcett Fausto, a protagonista libertina de Santa Clara Poltergeist distribuirá beijos & passes de luz, além de esmolas em moedas-mônadas fractais. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. ¡Atenção, apaixonados & delirantes! Essas três obras singulares são na verdade potentes móbiles catalisadores que espalham & espelham cruzamentos oblíquos & intersecções híbridas. ¿De que maneira realizam essa contaminação virtuosa? Por meio da formidável função-poliédrica-da-linguagem, amplamente analisada pela contemporânea filosofia gnóstica. Então, não se enganem. A paisagem promovida por essas três obras exala um feromônio multicolorido de revelações assimétricas, seduzindo & recrutando outros artefatos movediços. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. Sem hesitar um segundo sequer, o sopro purificador do romance Até que a brisa da manhã necrose teu sistema dissolve o ego empedernido até mesmo dos intelectuais mais estratificados. ¡Móbiles catalisadores, ó meus irmãos! A atmosfera sublime expandida por Celestino Ricardo em sua primeira ficção-turbulência eleva o espírito-de-combate da classe literária. ¿É pau, é pedra, é o fim do caminho? A iluminação pós-humana arrebata arrebatadoramente os últimos neurônios da placa-mãe da poiesis ocidental, mesmo que os jornalistas culturais não estejam atentos ao fenômeno. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. Nossa pontiaguda beatitude aumentará de proporção no santuário improvisado de nossas pulsões mais primitivas. ¡Cruzamentos oblíquos & intersecções híbridas, ó meus irmãos! O moto-perpétuo dos móbiles catalisadores não desacelera. Uma edição dourada do Jornal Dobrabil serve de pergaminho sagrado para os libertinos entoarem cânticos sinestésicos. Mattoso Glauco despejou versos reversos irreverentes no altar reluzente da genialidade iconoclasta. ¿Tudo é festa? ¿Tudo é festina lente? Do lado direito do salão principal, a protagonista desbocada de A obscena senhora D sussurra comoventes preces de amor a Deus e ao Diabo, flutuando numa frágil nuvem alucinatória. Tocada pelo tempo e pela clarividência, de êxtases arrebatadores Hilst Hilda entendia muito bem. No final da vida, a velhota-epifania costumava beber néctar-de-estrelas e abençoar os tornozelos bem torneados & sedutores dos mancebos que cruzavam seu caminho. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. Rashtag festa infinita speed metal. A pista de dança se converte num jardim submarino dentro de uma garrafa obsessivo-compulsiva. Um jardim dominado por espectros notívagos saídos do Gran Cabaret Demenzial. Essa coletânea de Stigger Veronica ilumina o desavisado leitor-inseto, aprisionando-o subitamente nas tramas da sintaxe. Criaturas bidimensionais portam prismas afiados prontos pra refratar a envelhecida claridade da crítica conservadora. ¿Percebem como o murmúrio dos mantras reverbera livre, leve & solto na glândula pineal? Pignatari Décio espremeu-expremerá o glorioso elixir urbano desta metrópole dentro dos espelhos, fazendo ressurgir O rosto da memória. Letras neons angelicais piscam no teto, derramando bênçãos em cima dos puristas ortográficos enquanto a mensagem hipnagógica liberta o cérebro coletivo de suas amarras, semeando na Terra Santa o orgasmo semiótico. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. Campos de Haroldo pula & balança enquanto observa o redemoinho das constelações do grande lustre adamantino. Pula & balança, e lança a luz de suas Galáxias sobre os acadêmicos em transe na pista de dança. Um fluxo verbal neobarroco agita a linguagem mestiça num milagre estocástico. A gramática normativa finalmente encontra a paz permutacional debaixo dos vitrais multivariados. Mas o moto-perpétuo dos móbiles catalisadores não desacelera. ¡Arriba, arriba! ¡Ándale, ándale! À meia-noite em ponto, Bueno Wilson aproveita o estrondo seráfico pra declamar as marés e os maremotos do seu invencível Mar paraguayo. ¡Cruzamentos oblíquos & intersecções híbridas, ó meus irmãos! Enquanto o portunhol selvagem inunda as ruínas abandonadas, cobrindo tudo com águas guaranis cristalinas & curativas, o tecido latino-americano esticará um manto de esplendor em volta da elite ilustrada. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. Os convites astrais impressos para o evento vendaval repousavam no interior dos Papéis de Maria Dias. As protagonistas clarividentes de Collin Luci guardaram as cartas secretas no fundo da última gaveta do armário. ¡A bandeira brasileira, ah, como é bonita! Contagem regressiva: cem, noventa, quarenta e três, vinte e um, catorze, nove… ¡zero! Toda a iluminação cotidiana começa a transbordar milagrosamente das panelas ferventes direto para a nossa festa celestial. ¿O que buscam exatamente? ¡Respondam! ¿O que buscam exatamente nossos móbiles catalisadores em cada obra mencionada nesta gravação? Eles buscam organizar o milagre dos sonhos lúcidos, se conectando aos filamentos de um bendito Necrológio. ¡Ride, ridentes! ¡Derride, derridentes! Giudice Victor, mestre dos cruzamentos oblíquos e das intersecções híbridas, atesta o renascimento clínico do micélio literário em pergaminhos selados a ouro eletroacústico. O absurdo místico oficializou a múltipla ressurreição dos órgãos vitais da literatura nacional. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. Cinco minutos antes do alvorecer, a câmera na mão abençoada de Soares Ricardo registrará o arrebatamento das moedas-mônadas fractais. ¡Agora tudo é Cinevertigem, meu povo! Percebem como a estética etérea purifica a lente ocular do espectador maravilhado com as imagens de arrebatamento urbano? Cortes precisos na ilha de edição projetam os círculos-do-Nirvana em cento e vinte e quatro frames por segundo. ¡Kin-dza-dza! ¡Plam, rataplam! Derretendo rapidamente os véus-de-Maia das retinas acostumadas a previsíveis narrativas terrenas, As Nações Unidas iniciam um looping cibernético que bagunça toda a hierarquia do plenário geopolítico. Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá. ¡Queimem os meninos fesceninos desse coral enlouquecido de amor! Paula Agrippino de José foi e sempre será o sumo sacerdote dessa irmandade sobrenatural. Foi e sempre será o Grão-mestre do Verdadeiro Valor de Pi, senhor absoluto de cruzamentos oblíquos & intersecções híbridas. Contemplem os vibrantes recortes de sua obra serelepe flutuando na atmosfera densa & volumosa, vibrantes recortes dispostos a desvendar os labirintos do texto cifrado em constelações tupiniquins. Vibrantes recortes dispostos a devassar a função poliédrica da linguagem. ¡Ah, como é bonita a bandeira brasileira! Baaatmacumba êê baaatmacumba obááá.