🔓 Um rio sem fim

Verenilde S. Pereira mergulha na Amazônia para narrar o choque entre culturas e a violência da colonização
Um rio sem fim
Verenilde S. Pereira
Alfaguara
180 págs.
01/04/2026

Verenilde S. Pereira mergulha na Amazônia para narrar o choque entre culturas e a violência da colonização. Um rio sem fim acompanha Maria Assunção e Rosa Maria, meninas indígenas educadas em uma missão religiosa e levadas por missionárias para trabalhar em casas de famílias ricas de Manaus. O deslocamento forçado as obriga a buscar caminhos rumo à liberdade, enfrentando os limites impostos pela Igreja e os ecos de um passado que transformou radicalmente suas vidas. O romance expõe o “mau encontro” entre a Igreja Católica e os povos indígenas, mostrando como rios, terras, plantas, animais e gentes foram submetidos ao domínio colonial ou exterminados. Ao narrar sob a perspectiva do impensável — aquilo que parecia impossível de acontecer —, Verenilde constrói uma reflexão sobre perda, resistência e sobrevivência. Reinscreve a história pela voz das personagens, que carregam tanto a dor da ruptura quanto a esperança de reconstrução, convidando o leitor a enxergar a Amazônia e seus povos como sujeitos de memória e de futuro.

Rascunho

Rascunho foi fundado em 8 de abril de 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, é distribuído em edições mensais para todo o Brasil e exterior. Publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção (contos, poemas, crônicas e trechos de romances), ilustrações e HQs.

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