Clara observa a luz, a água, as flores e outros elementos cotidianos como quem procura compreender o que separa aparência e realidade. Em O instante da bolha, Vana Campos constrói uma personagem atenta às pequenas experiências do presente, enquanto memória e escolhas atravessam suas conversas e reflexões. A imagem efêmera das bolhas que surgem na água fervente sintetiza uma narrativa interessada no instante e nas diferentes formas de perceber e habitar o mundo.