Sandra Godinho constrói uma narrativa marcada pela delicadeza e pela força, em que memória e ficção se entrelaçam para dar voz a uma personagem que revisita sua própria existência após a morte. O texto explora afetos, silêncios e ausências, transformando lembranças em matéria literária. A escrita, ao mesmo tempo íntima e universal, convida o leitor a refletir sobre identidade, finitude e o poder da literatura em reinventar vidas e histórias.