Marginal traz como narrador um jovem porteiro que vive na periferia de Curitiba e observa, diariamente, o abismo que separa ricos e pobres. Da varanda de casa, onde o frio entra pelas frestas, ele mira o prédio mais luxuoso da cidade, símbolo de um mundo inalcançável. Cresceu entre mulheres que aprenderam a tornar invisíveis as riquezas alheias, enquanto eram invisibilizadas em trabalhos extenuantes como domésticas. O romance mergulha nas contradições de um país em que privilégios e miséria coexistem lado a lado.