Milan cresce em Paris, distante das origens maternas, até que em 1994 se depara com as imagens do genocídio ruandês nos jornais franceses. Anos depois, decide viajar a Ruanda para compreender os silêncios de Venancia, sua mãe, e descobrir as raízes da família. Nesse retorno, conhece Stella, filha de Eusébie, sobrevivente dos massacres, e mergulha em memórias que revelam a dor e a resistência de um povo. O romance articula deslocamento, identidade e herança, mostrando como a história coletiva atravessa a vida íntima.