A obra examina como a literatura se deixa atravessar por vozes externas, sejam elas da filosofia, da música ou das artes visuais. O texto se constrói como um espaço de diálogo, em que a escrita não se fecha em si mesma, mas se abre para o ruído e para o acaso. Ao propor essa convivência de linguagens, o livro evidencia que a criação literária é sempre permeada por interferências, e que nelas reside parte de sua potência crítica e estética.