Nos anos 1970, em Berlim, Christiane F. tornou-se símbolo de uma juventude marcada pela marginalidade e pelo vício. Aos 13 anos, já frequentava a cena underground da cidade, envolvida com drogas pesadas e prostituição. Sua história veio à tona em 1978, quando, aos 15, depôs em um tribunal e concedeu entrevistas aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck. O relato, inicialmente pensado como pesquisa, transformou-se em livro-reportagem que expõe, sem filtros, a realidade de adolescentes mergulhados na heroína e na violência urbana. Mais que testemunho individual, a obra revela um panorama social devastador, mostrando como a falta de perspectivas e o abandono familiar empurravam jovens para a autodestruição. Traduzido para diversos idiomas e adaptado ao cinema, tornou-se referência mundial sobre os riscos do vício e da exclusão. No Brasil, chega em tradução de Maria Celeste Marcondes, reafirmando sua força como documento histórico e alerta permanente.