O colunista do Rascunho nĂŁo teme confrontar o caos do mundo em seus novos poemas. Ă“dios e angĂşstias encorpam os versos, que muitas vezes surgem a partir de memĂłrias. Apesar do tom pesado, Melo parece fazer de seu trabalho um motivo para seguir em frente. Em Dentro do Ăştero, por exemplo: “O perigo ronda lá fora// InvisĂvel// Insidioso// Estou fechado em casa,/ como dentro de um ovo,/ talvez/ de um Ăştero// Mas nĂŁo quero nascer// Quero renascer”.