Francis Ponge reafirma sua busca radical por uma linguagem que dê corpo às coisas. Entre poesia e ensaio, o autor francês desmonta as palavras para que revelem o mundo em sua materialidade concreta — pedra, água, objeto banal. O livro, que une lucidez crítica e invenção verbal, mostra que escrever é sempre enfrentar a resistência da realidade e a insuficiência da língua.