Com design leve e prático, os e-books estĂŁo cada vez mais acessĂveis no mercado. Sua principal vantagem Ă© a portabilidade: como se encontra no formato digital, pode ser transmitido rapidamente por meio da internet. Se um leitor que se encontra no JapĂŁo, por exemplo, tiver interesse em adquirir um e-book vendido nos Estados Unidos ou no Brasil, pode fazer isso imediatamente e em alguns minutos estará lendo tranqĂĽilamente o seu e-book. Outra vantagem Ă© o preço. Com custo de produção e entrega cada vez mais baixo, um e-book de alto padrĂŁo, como os encontrados na internet, pode chegar Ă s mĂŁos do leitor por um preço atĂ© 50% menor que um livro impresso.
Ao longo dos Ăşltimos 500 anos, desde que Gutenberg inventou a primeira máquina de impressĂŁo gráfica, no sĂ©culo 15, a produção de livros, jornais e revistas passou por diversos perĂodos de transformação, utilizando tĂ©cnicas tipográficas, linotipo, off-set e impressĂŁo digital. Atualmente, os e-books estĂŁo mais populares e a tendĂŞncia Ă© sĂł uma: crescimento. Em março de 2011, a Association of American Publishers divulgou uma pesquisa feita em fevereiro daquele ano, informando que nesse mĂŞs as vendas de e-books superaram as dos livros convencionais (encadernado e brochura) se comparadas ao mesmo mĂŞs de 2010. Nesta mesma pesquisa foi informado que as vendas renderam mais de US$ 90 milhões no mĂŞs. Vale lembrar que a classe mĂ©dia americana Ă© constituĂda por mais de 120 milhões de habitantes com uma renda que varia de US$ 4.250,00 a US$ 10.250,00 ao mĂŞs.
Realidade brasileira
É bem verdade que por aqui a histĂłria ainda nĂŁo Ă© de sucesso. O crescimento Ă© lento e a perspectiva a curto prazo nĂŁo Ă© animadora. Sempre me perguntam se o livro digital, um dia, substituirá o livro na forma que conhecemos hoje. É uma pergunta muito difĂcil de ser respondida. PorĂ©m, da forma que está caminhando atualmente, ainda levará muitos anos para isso acontecer no Brasil. Como todo avanço brasileiro, nossa realidade Ă© outra.
Mas quais sĂŁo os motivos para termos essa perspectiva? De um lado estĂŁo os editores que já investiram valores significativos na produção dos seus e-books e cujas vendas nĂŁo decolaram. Do outro lado estĂŁo os potenciais consumidores que, apesar do apetite para comprar os e-books, se deparam com preços altos dos livros eletrĂ´nicos em portuguĂŞs, em geral somente 30% mais baixo que a edição convencional, e com e-readers que ainda chegam ao consumidor com um preço “salgado”. Vale lembrar que nossa classe mĂ©dia, segundo a Ăşltima pesquisa do IBGE, Ă© constituĂda por 94 milhões de habitantes e que sua renda varia entre R$ 1.126,00 e R$ 4.854,00. NĂŁo podemos esquecer tambĂ©m o serviço de Internet, que Ă© caro e de pĂ©ssima qualidade.
Em 2011, o Governo Federal brasileiro resolveu se mexer e agir no sentido de baratear o valor dos dispositivos, dando concessões e subsĂdios para instalações de fábricas com o objetivo de produzir os mesmos no Brasil. Está criando, tambĂ©m, incentivos e programas para uma popularização da banda larga. Algumas editoras, por sua vez, estĂŁo formando grupos e criando novas empresas visando difundir e distribuir os e-books.
No entanto, a pergunta persiste. Algum dia o livro digital substituirá o livro fĂsico? Com certeza eles conviverĂŁo por muito tempo entre nĂłs, mas, no dia em que as crianças forem alfabetizadas utilizando dispositivos eletrĂ´nicos, o livro fĂsico estará com seus dias contados.
É esperar para ver… E boa leitura digital.