Desde a primeira edição, realizada em 2006, a Balada Literária se caracterizou por jogar luz em nomes que, por motivos diversos, estão fora do circuito literário ou à margem do mercado editorial. Ao completar 16 anos, o evento criado por Marcelino Freire homenageia as autoras Eliane Potiguara e Geni Guimarães, além do coreógrafo Marcelo Evelin e da atriz Vera Lopes.
O evento, em formato virtual transmitido pelo Youtube, acontece de 17 a 21 de novembro e terá alguns encontros gravados realizados com presença de público. A programação completa está no site oficial do evento.
Neste ano, o objetivo da Balada Literária é descentralizar ainda mais, destacando a arte de todo o território do Brasil. E dialogando também com artistas de Angola e Moçambique, em parceria com o Centro Cultural Brasil em Angola, e a participação, em Maputo, do coletivo Poetas D’Alma.
A edição da Balada 2021 promoverá debates, apresentações artĂsticas e a exibição do documentário Uma aldeia em mim, dirigido por Alberto Alvares que conta a trajetĂłria de Eliane Potiguara, uma das homenageadas da festa.
Também haverá a transmissão do espetáculo Zumbizando — Um Recital Negro, com a autora Geni Guimarães e familiares, em Barra Bonita, interior de São Paulo, cidade em que vive a homenageada.
Neste ano, o evento une as trĂŞs cidades em uma Ăşnica edição: Teresina, Salvador e SĂŁo Paulo. Mas tambĂ©m há atrações que acontecem direto de outras cidades, como BrasĂlia, com show da cantora Fernanda Jacob, e Buenos Aires, de onde a cantora e poeta trans Suzy Shock realiza uma intervenção inĂ©dita.
A comunidade LGBTQIA+, sempre presente nas edições, terá um horário só dela com a atração Na Hora do Almoço, sempre ao meio-dia, com participações de Valéria Barcellos, Divina Valéria, Ed Marte e Renato Negrão.
A mĂşsica, parte essencial da Balada Literária, traz para a programação a jovem cantora e compositora Heloisa de Lima, com composições a partir do texto de poetas negras da atualidade e, direto de Boa Vista, Roraima, o encerramento será com o show da banda indĂgena Kruviana.
A curadoria e criação da Balada Literária, que tem o patrocĂnio do ItaĂş Social, sĂŁo do escritor Marcelino Freire, com a parceria de Wellington Soares, no PiauĂ, e Nelson Maca, na Bahia. Para essa edição 2021, foram convidadas para a curadoria a escritora macuxi Julie Dorrico, assim como Camila AraĂşjo, Carine Souza e Juliane Sousa, do coletivo Mulheres Negras na Biblioteca.
HistĂłrico
A Balada Literária nasceu em 2006. Foi durante uma edição da Festa Literária Internacional de Paraty que o escritor Marcelino Freire resolveu fazer a própria festa, tomando como inspiração e referência a Vila Madalena, em São Paulo, bairro em que ele reside há quase três décadas.
O pernambucano mobilizou livreiros, donos de bar, donos de sebo, escritores e escritoras e fez uma primeira edição modesta, sempre reunindo autores de todos os gêneros sexuais e literários, nacionais e internacionais.
Confira quem já foi homenageado pela Balada Literária
Glauco Mattoso (2006)
Roberto Piva (2007)
Tatiana Belinky (2008)
João Silvério Trevisan (2009)
Lygia Fagundes Telles (2010)
Augusto de Campos (2011)
Raduan Nassar (2012)
Laerte (2013)
Carolina Maria de Jesus e PlĂnio Marcos (2014)
Suzana Amaral (2015)
Caio Fernando Abreu (2016)
Torquato Neto (2017)
Alice Ruiz e Itamar Assumpção (2018)
Paulo Freire (2019)
Geni GuimarĂŁes (2020)
Eliane Potiguara e Geni GuimarĂŁes (2021)