Onírico e singular e fugaz

Memória de formação atravessada por livros, ruas, afetos e ideias, na qual a juventude observa o mundo à espera do instante em que a vida começa
Ilustrações: Denise Gonçalves
01/02/2026

É noite. Uma noite de um mês qualquer. Vou assumir que esse mês qualquer tenha sido no segundo semestre de 1989, então ele está de paletó cinza-escuro ou cinza-claro, ou marrom, a gravata de cores fortes dobrada com desleixo no bolso desde que saiu ao meio-dia do banco onde estagia na área de análise de investimento. Vou assumir que sejam meados de setembro. O Muro de Berlim ainda não caiu e o mundo era o de antes. Não é tão no começo do semestre, não é tão perto do fim naquele ano que terminaria mais cedo. Ele se formará na faculdade em novembro, mês em que haverá a primeira eleição direta para presidente da República após o golpe de Estado de 1964, que ocorreu 26 anos depois que sua mãe nasceu, 28 anos depois de seu pai nascer, 40 anos depois de A montanha mágica ser publicado, três anos antes de ele nascer, dois anos antes de ser criado o Surfista Prateado, quatro anos antes das formidáveis manifestações de maio de 1968 na França que mudariam o mundo, cinco anos antes de a humanidade pisar na Lua, um feito que ele acha que não foi de todo compreendido. O mítico derrotado pelo real. O país autoritário e desigual, de planos econômicos fracassados, está inebriado de democracia, respirando o ar da Constituição Cidadã promulgada em 1988, um marco histórico celebrado com fervor nos debates na televisão, nas ruas, nos bares, nas salas de aula, nas pistas de dança, nos sonhos de uma nação que finalmente iria acontecer. Se é setembro, ele está bem magro. Ela, que ocupou todos os seus espaços e tempos, rearranjando-lhe os sentidos, reordenando alicerces e vigas que antes ele achava tão sólidos, havia lhe dado o fora com delicadeza no desfecho da noite e no desvelo do abraço, depois de algumas semanas ou alguns momentos, e levara consigo seu apetite por alguns dias. Passaram-se os dias, a falta de apetite passou. Apetite por tudo: peças de teatro, livros, filmes, histórias, músicas, danças, pinturas, conhecimentos, pelo futebol dos sábados de manhã, pelos chopes das noites nos bares, pelas estrelas, pelas estradas, pelas pedras, pelo amor lírico e pelo ardor urgente, contido e pegado do desejo das peles, pelos longes do Brasil, pelo que virá, pelas ideias de soluções de país e dos seres humanos. Também apetite por comida.

Desabotoa o botão do colarinho da camisa branca no elevador. Achava que jamais trabalharia de gravata. Desenlaça-a e a coloca no bolso mal pisa na calçada, no passo apressado da avenida Paulista em busca dos mesmos lugares baratos e rápidos para almoçar sozinho, um pê-efe acomodado numa mesa pequena de ferro ou de madeira desgastada, um x-salada servido no balcão de fórmica de uma lanchonete-padaria, comidas e lugares confortáveis para ele. Sente-se em casa na mais vibrante via de São Paulo, na mais vibrante via de seu espírito. Tem laços pessoais indissolúveis com a avenida que tantas vezes o testemunhou e o acolheu com uma indiferença reconfortante. A primeira vez que saiu com ela, aos 14 anos. O primeiro emprego. A primeira peça de teatro a que foi com os amigos, A morte acidental de um anarquista, de Dario Fo, com Antônio Fagundes, em 1983, depois de ter ido com os pais em peças como Otelo, de Shakespeare, com Juca de Oliveira, Ney Latorraca, e a mágica Aurora da minha vida, de Naum Alves de Souza, com Cristina Pereira, Eliana Giardini, Paulo Betti. A escadaria do cinema que se abre majestosa para a grande avenida e em cujos degraus já se sentou para dar um contorno definitivo ao jovem que se julgava ser. Como se a escadaria fosse o carimbo necessário, o ritual de passagem para a juventude paulistana. Um lanche num banco de cimento no parque do Trianon e o cerco dos pombos em busca dos farelos de pão que desajeitadamente caem no chão. Uma flauta transversal tocada na calçada por uma moça de olhos fechados e vestido descolorido. Ele deixou uma nota dobrada no estojo da flauta que recebia a féria. Emolduravam seu rosto concentrado cabelos escuros e encaracolados. O desagradável ar sujo que corre atrás dos ônibus que passam com velocidade no fim da noite, quando o trânsito pesado amaina. As pessoas de cor cinza, sem idade, que se aproximam e estendem a mão, chegando quase a tocá-lo, pedindo algo que ele quase sempre nega, mal olhando-as nos olhos. A Paulista é um sentimento. A Paulista é seu lar. A Paulista é extraordinária. A Paulista é ordinária. A Paulista é perigosa. Ela não fica propriamente no coração de São Paulo; fica no crepúsculo, na fronteira imaterial que separa dia e noite, sonho e realidade, mais que dois territórios, são dois conceitos interdependentes que por vezes se sobrepõem, ele pensaria uma vez, refletindo que se sente muito bem nesta faixa fronteiriça crepuscular. A Paulista é o mundo todo, em português.

A aula começava às 13h ou às 13h30. Se atrasa no estágio, por alguma demanda da qual não consegue se desvencilhar, não almoça e come um sanduíche de presunto, queijo, tomate e alface na lanchonete da faculdade no meio da tarde em um intervalo mais longo. Uma vez almoçou com uma colega de classe muito bonita no bom restaurante do Masp, que fica na avenida Paulista, onde nunca havia ido e que deve ter consumido alguns de seus vales-refeição. Ela falou que gostava de ler Rubem Fonseca, que ele entendeu como Rubens Fonseca. Já havia lido contos esparsos do grande autor e, anos mais tarde, cada vez que o lia, e o leu bastante, achava que seu nome soava errado, deveria ser Rubens Fonseca como ele havia entendido daquela vez. Rubem Fonseca, para ele, seria sempre um nome manco.

É algo como 21h30. Sua vida não acontecida há de acontecer em algum momento, ele pensa, esperando o ônibus. Não é apenas o ônibus que ele espera, ele espera a vida começar. Contaram-lhe que, quando era pequeno, naquela fase entre o engatinhar e os primeiros passos, num tempo em que as casas de São Paulo tinham muros e gradis baixos, ele ficava num quadrado em um jardim de inverno com janela do chão ao teto, de frente para a rua. Sua irmã caçula era um ano mais nova que ele e acabara de nascer. A mais velha tinha dois anos e meio e corria por aí, exigindo cuidados e atenção. Então ele ficava no quadrado, entretendo-se com seus brinquedos e olhando o movimento dos transeuntes. Sua mãe soube que a vizinhança começou a chamá-lo de O menino do quadrado. Vira e mexe, aquela imagem vem-lhe à mente. O menino do quadrado.

Venta forte. Em São Paulo não há brisa, só vento. Ou há brisa, sim: esse movimento suave de ar consequência das diferentes temperaturas em lugares distantes, que passa despercebida pela agitação caleidoscópica da metrópole que não descansa. Tem a impressão de que as luzes dos postes amarelam tudo, ele, as pessoas, os carros, os ônibus que chegam e partem vagarosamente no trânsito pesado da avenida 9 de Julho e são engolidos pelo primeiro túnel construído na cidade onde ele nasceu, amarelam até mesmo o ar e o tempo. Sobre o túnel, está ela, a onipresente avenida Paulista, e o Masp, onde ele almoçou com sua bela colega de classe e onde iria pela primeira vez com ela, dois anos depois, a quem teria acabado de conhecer e que seria o encontro mais importante da sua vida. O mundo não mudou em maio de 1968. Não mudou com a chegada do homem à Lua. Não mudou com a queda do Muro de Berlim. Mudou quando a conheceu. A Paulista no começo de tudo, na fila para a sala de cinema, embaixo do vão livre do museu. Assistiriam ao filme O passo suspenso da cegonha, de Theodoros Angelopoulos, com Marcello Mastroianni, na Mostra de Cinema de São Paulo, filme de que ele não gostaria. Achava que os espaços compreendem dimensões de tempo: um mesmo espaço são vários tempos que se entrelaçam. O tempo do almoço aleatório com a colega de faculdade, o tempo em que saiu pela primeira vez com ela por quem se apaixonaria e com quem se casaria e teria duas filhas e construiria uma casa, o tempo do show da então pouco conhecida Daniela Mercury, que lotou o vão livre sob o museu e tomou parte da avenida, o tempo em que levaram as duas filhas ao museu e a comer no restaurante de lá. Que já era outro restaurante, e aí o tempo finalmente andou. As dimensões do tempo só se encerram quando os espaços se encerram, ele pensaria alguma vez. Pensaria ademais que os espaços só existem quando deixam de existir, no tempo presente eles não existem, eles apenas são. Como se fossem um prolongamento do ser. Sim, são um prolongamento do ser, ele repetiria para si em voz alta como costuma fazer quando pensa. A casa que foi derrubada passa a existir quando não mais existe, o campo que virou represa, um bar esfumaçado de bebidas e juventude passa a existir quando dá lugar a um restaurante mexicano. Não existem propriamente em si, ele pensaria alguma vez, falando em voz alta.

Naquela hora ele olha o prédio da prestigiosa faculdade de Administração de Empresas onde se formará no final do ano. O prédio não existe, é uma extensão dele. Ele é bom aluno. Gosta das matérias em que há livros para serem lidos: Zen e a arte da manutenção de motocicletas, de Robert Pirsig, 1968: o ano que não terminou, de Zuenir Ventura, A ilha dos pinguins, de Anatole France, Greve na fábrica, de Robert Linhart, Formação econômica do Brasil, de Celso Furtado, Estratégia competitiva, de Michael E. Porter. Sem falar nos inúmeros livros que leu nas boas escolas em que estudou. Livros inteiros, contos, poesias, não excertos. A máquina extraviada, de J. J. Veiga, E agora, José, de Carlos Drummond de Andrade, A rosa de Hiroshima, de Vinicius de Morais, Venha ver o pôr do sol, de Ligia Fagundes Telles, Nós, o pistoleiro, não devemos ter piedade, de Moacyr Scliar, Tempo, de Adélia Prado: “não quero faca nem queijo. Quero a fome”. E tantos mais que passaram a compô-lo de tantas e diversas maneiras, lidos em classe ou de uma aula para outra. Leituras das quais lembrará passados mais de sessenta ou setenta anos, a depender de quando ele morrer. Dos excertos, esqueceu-se de quase todos; não duravam muito mais que a duração de uma prova. Contos, assim como poesias, não são um excerto, são uma obra completa, ele pensaria alguma vez. Jamais gostou de fazer lição de casa; não fosse obrigatória com prejuízos na nota e eventuais punições, como recuperações e esforços extras e desnecessários para quem não a entregasse, jamais teria feito. Porém, nunca deixou de ler um livro indicado sequer, e não entendia por que vários de seus colegas reclamavam e não liam. Perdiam o melhor.

Matérias que pensam o ser humano, como psicologia e sociologia, e outras de cujo nome nem se lembra, assiste com atenção. As aulas da professora Olgária Mattos, que teve logo no primeiro ano. Eram difíceis, um difícil que alargava seus horizontes. Desafiam-no também as matérias que têm como base a matemática. Vai bem em cálculo, estatística, finanças, e nesta última teve o professor Alcântara, de quem evitou matar aula para jogar pingue-pongue ou truco. Os números o interessam tanto quanto as letras. Por vezes acha que tem mais facilidade com números que com letras, talvez por isso sempre prefira a palavra precisa à palavra rebuscada, a palavra em linha reta à palavra em curvas. Os números lhe trazem uma certeza que letras e vida não trazem. Letras e vida lhe trazem apenas dúvidas e confusão. Ele quer ser escritor. Mais do que um desejo, já que ele é alguém que se sente com incapacidade matemática de sonhar e viver futuros etéreos, é um forte impulso que mantém escondido e resguardado de todos, vez por outra até de si próprio, e que o persegue desde o ginásio. Ser escritor é um canto só dele, assim como os livros que lia quando tinha seus 13, 14 anos, quando chovia em Itanhaém, cidade do litoral sul paulista para onde iam nas férias e em muitos finais de semana até seus 15 anos. Em uma das voltas a São Paulo, subindo a serra pela rodovia dos Imigrantes, seu pai contou entusiasmado A hora e a vez de Augusto Matraga, que lera naquele dia, novela que fecha Sagarana, de Guimarães Rosa, e que ele leria várias vezes, sem jamais usar a palavra “estória”, como Rosa, porque achava cafona demais. Cresceu ouvindo de livros e filmes que seus pais dividiam com ele e as irmãs. A história mais marcante da sua infância é a História do diabo, que pediam para sua avó materna contar todos os dias, quando ela passava temporadas com eles na praia, ou eles na casa dela. Sentavam-se em volta dela na mesa da cozinha enquanto comiam a polenta com bagre ensopado que ela fazia, e que hoje seria iguaria de restaurante bom. O rei colocou a piolho numa caixinha de fósforo e o foi alimentando, Olha que te vejo!, A rosa chamuscada, até chegar ao ponto alto Caguim Cagante! Já adulto, lendo Fábulas italianas, de Italo Calvino, deparou-se com a fábula Nariz de prata. Estava ali. O relato oral de gerações seria sua única herança concreta, um frágil fio intangível que o ligava aos antepassados italianos dos quais nada sabia, nestes tempos de morte da tradição oral.

Quando seus pais construíram a casa, lá por 1977, por vezes apenas seu pai e ele iam ver a obra em andamento no sábado. O terreno com mato, o monte de areia, a pedra britada, as paredes soerguendo-se, a casa definindo-se e definindo-os sem que o soubessem, o mezanino, a escada circular, o telhado curvo de telhas brancas. Na volta, quando percebia o pai com sono na direção, ao vê-lo derramar água na mão e passá-la no rosto, cantava alto João e Maria para mantê-lo desperto. Duas décadas depois, cantaria a mesma música para fazer as filhas adormecerem. Sivuca e Chico Buarque tinham feito a Canção amiga, do Carlos Drummond de Andrade.

Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças

Seus pais optaram por uma casa de praia sem televisão, de que ele seguramente deve ter reclamado bastante, já que adorava passar horas em frente ao aparelho vendo filmes, desenhos, qualquer coisa que contasse uma história ou assistindo futebol. Quando chovia em Itanhaém, não saía para o mar ou para jogar bola na praia de areia dura que tornava cascões suas solas dos pés. Apanhava os livros que seus pais liam, acomodados nas cadeiras de vime com estofado verde. Os chefes, de Mario Vargas Llosa, Crônica de uma morte anunciada, de Gabriel García Márquez, O sol é para todos, de Harper Lee. Não sabia nada dos autores, eles não vinham carregados de significados nem de importância. E como gostou. Não eram Eça de Queiroz, de quem seu pai havia lido a obra completa, nem Machado de Assis, que lhe pareciam coisa velha. A literatura que o interessava era coisa nova, como os livros que sua mãe lia. O primeiro livro que leu sozinho foi ao lado dela. Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach, era a história de uma gaivota que não aceitava o estabelecido e queria voar alto. Não foi a história que fez morada em sua memória, e sim o momento da leitura. Ficava revezando os olhos das letras do livro em suas mãos e sua mãe, concentrada em seu próprio livro. Ela virava uma página atrás da outra, como se, para cada frase que ele decodificava com esforço, ela lesse uma página. A leitura mais rápida que jamais teria visto. Uma sensação boa que guarda com ternura. A grandiosidade nas pequenas coisas.

Aprenderia, mais tarde, em suas leituras e em boas entrevistas de escritores, que autores se tornavam clássicos justamente por não perderem o frescor nem deixarem de ser contemporâneos. Não tinham data de validade. Conseguiam ser atuais e arrebatadores. E chovia bastante na praia. Literatura lhe remete à chuva. Escreverá e lerá mais e melhor quando chove.

Ele acha que a literatura que prefere é pensamento: o pensamento que instiga, o pensamento que liberta, o pensamento que alinha com justeza e simplicidade cada palavra, como se fosse mágica, o pensamento quente, vívido e vivido. Vida é movimento. E sua vida não acontecida há de acontecer em algum momento, ele pensa a toda hora, o cara vai sair do quadrado e ganhar o mundo, cacete. Vida não cabe nos dicionários, assim como não cabem mãe, pai, filha, irmã, amigo, casa, amor, morte, arte, são palavras grandes demais. As palavras têm tamanhos diferentes e que variam no decorrer do tempo, ele pensaria uma vez. A palavra cavalo era gigante quando ele era moleque, virara uma palavra pequena, cavalo era só cavalo, sem todos aqueles significados que ele atribuía a ela. Existiam nomes próprios que eram igualmente enormes fazia alguns anos e nada mais significavam, como os nomes dos amigos da praia, como o nome dela que lhe tirara a fome, nem um sentimento, nem uma lembrança, e isso era estranho e um pouco amargo. Ele não sabe precisar quando se deparou com a palavra escritor pela primeira vez, mas sabe quando se tornou concreta. Foi na escola, quando o escritor João Carlos Marinho foi conversar com sua classe sobre O gênio do crime e O caneco de prata, livros de que havia gostado bastante. Tinha uma cara meio assustadora e brincou com a turma. Não se lembra se lhe fizeram perguntas; lembra-se de que o olhou com admiração e desconfiança. Ele sempre terá uma relação de desconfiança com a palavra escritor. Dessas palavras grandes que, no tempo, foram se tornando uma palavra cavalo, ele pensaria uma vez.

Nunca buscou aprendizado em obras de arte. Buscou vida. Os agudos da vida. A intensidade da vida. O assombro da vida. O sublime e o perturbador da vida. Os gritos e os silêncios da vida. Buscou algo que chamaria para si de Sintonia da Arte, que é uma sintonia da alma. Buscar sem propriamente buscar. Porque buscar seria também algo utilitário, o que impediria a Sintonia da Arte. Contudo — e “contudo” é uma palavra bonita — não sabe e jamais saberá definir com precisão a palavra “arte”, o mais perto que chega é que arte é a materialização das inquietações do espírito humano, verdades e inquietações como duas de suas pilastras, e que reconhece arte quando ela lhe vem de encontro. Acredita que uma obra de arte se vive. Maravilhamento. Provocações. Percepções da realidade que antes lhe passavam despercebidas. Que tornam o instante um para sempre. Ele acha que a sensação provocada pela arte é individual. Não ignora que a indústria da arte exista, com sua burocracia cheia de julgamentos, certezas, compadrios, e dita gostos, modas, sensações. Artistas são seres invisíveis que se entregam unilateralmente, ele pensaria uma vez, e faria um meneio de cabeça andando por aí.

Carlos Eduardo de Magalhaes

Nasceu em São Paulo (SP), em 1967. É autor, entre outros, de Os invisíveis (semifinalista do Prêmio Oceanos 2016), Petrolina, Os jacarés, Pitanga e Trova. Alguns de seus trabalhos foram publicados no Uruguai, nos Estados Unidos, na Índia e na Bulgária. Desde 2008, dirige a Grua Livros.

Rascunho