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março 2020 / Elefantes em isopor azul

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Elefantes em isopor azul

Pollyanna Furtado 7Letras 61 págs. O estranhamento causado pelo título do quinto livro de poemas da autora paranaense radicada no […]

Pollyanna Furtado
7Letras
61 págs.

O estranhamento causado pelo título do quinto livro de poemas da autora paranaense radicada no Amazonas já oferece um vislumbre da dissonância entre o mundo e o que é capturado pelo eu lírico. Sob uma áurea melancólica, uma voz — que parece sempre aflita — canta seu descolamento da realidade: “O mundo vibra/ como se EU assistisse assombrada/ aos dramas de uma vida”. Em meio à agonia de transitar como que às margens dos rios, sem o prazer de adentrá-los, a fabulação se mostra uma saída: “De verbo e sonho,/ crio um mundo novo/ e entro nele para não morrer”.

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