Entrevistas

janeiro 2016 / Entrevistas / A realidade brutal, no meio do caminho

Texto publicado na edição #187

A realidade brutal, no meio do caminho

Entrevista com Edyr Augusto, autor do frenético e violento "Pssica", que começa a sair do anonimato após a publicação de cinco romances

> Por ROGÉRIO PEREIRA

Edyr Augusto, autor de Pssica

Edyr Augusto, autor de Pssica

Edyr Augusto mora perto do trabalho. Este detalhe, banal para muitos, é decisivo na construção de uma literatura que começa a ser reconhecida Brasil afora. O autor de Pssica — romance recém-lançado, cujas marcas mais importantes são a velocidade, a violência e a crítica social — não deixa nada escapar de seu olhar: “Todos os dias, vou andando e observando, falando, ouvindo uma chusma de traficantes, prostitutas, engraxates, taxistas, cafetões, gente que toma conta de carro, revisteiros e até um rapper que vende chips e anuncia um show que nunca acontece. Isso me enriquece. A fala. A cadência, melodia, ritmo. Jogo tudo nos livros”, conta nesta entrevista concedida por e-mail.

O cenário é a região central de Belém, a capital brasileira que ganhou status de grande personagem para os leitores franceses. O romance Os éguas (traduzido como Belém) recebeu em 2015 o prêmio Caméléon de melhor romance estrangeiro, na Université Jean Moulin. Deixou para trás autores como Milton Hatoum, Adriana Lisboa e Frei Betto. Moscow e Casa de caba também ganharam traduções ao francês. “Na maioria dos eventos de que participei na França, outros colegas e seus livros, privilegiavam o Rio de Janeiro ou São Paulo e mesmo há a idéia que se tem do Brasil ligado à praia, carnaval e futebol. É, talvez seja isso, a coisa do novo cenário”, conta Edyr, arriscando um palpite para o sucesso de seus livros na França.

Na entrevista a seguir, Edyr Augusto — nascido em Belém, em 1954 — fala, entre outros assuntos, sobre o “susto” do reconhecimento na França, da “invisibilidade” no Brasil, do triste cenário da educação e da cultura brasileiras, de como é produzir literatura a partir de uma capital considerada periférica e como constrói seus personagens e tramas a partir da observação da realidade que o cerca no dia a dia.

Os éguas (traduzido como Belém) recebeu na França o prêmio Caméléon de melhor romance estrangeiro. Além disso, o jornal 20 Minutes considerou o senhor como um dos “seis autores brasileiros incontornáveis”, ao lado de Guimarães Rosa, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Milton Hatoum e Luiz Ruffato. A que o senhor atribui o sucesso na França?
Esses acontecimentos primeiro me fizeram ficar assustado. Venho lançando livros pela Boitempo, mas ainda não havia chegado à mídia do sudeste. A editora francesa, Asphalte, é de propriedade de duas moças, Estelle e Claire, que são muito entusiasmadas. O tradutor, francês, filho de portugueses, Diniz Galhos é excelente. Ele conseguiu fazer uma ótima tradução, mantendo minha cadência, meu ritmo e minha concisão. Creio que todos esses fatores concorreram para alcançar o Caméléon, mas fiquei muito surpreso com os demais escritores participantes. Foi só depois de estar lá, receber grande atenção da imprensa e ouvir comentários, que fui entendendo. Penso que minha escrita tem uma compreensão rápida pelos jovens de hoje, por conta do ritmo e concisão. Vivemos uma época de imagens nas mais diversas mídias. Acho que meu estilo provoca e faz com que o leitor idealize, imagine, com sua coleção de imagens, a ação que lê. Quanto ao jornal 20 Minutes, também fiquei estupefato, mas acho que tenha a ver com o cenário novo que proponho, minha cidade, na Amazônia. Na maioria dos eventos de que participei na França, outros colegas e seus livros, privilegiavam o Rio de Janeiro ou São Paulo e mesmo há a idéia que se tem do Brasil ligado à praia, carnaval e futebol. É, talvez seja isso, a coisa do novo cenário.

O senhor tem participado de diversos eventos literários na França. Qual a percepção do leitor francês em relação à literatura brasileira?
Os franceses são muito curiosos sobre o Brasil. Seu imenso e poderoso mercado literário, já conta com muitos autores nacionais com destaque. Estive em eventos cercado por outros brasileiros e feiras e festivais onde estava absolutamente só, para falar de minha obra. Minha maior alegria é quando chegavam pessoas com meus três livros em mãos, pedindo para autografar. E isso eu não tinha no Brasil, o que começa a ocorrer agora. Como se sabe, há alguns anos temos apresentado novos autores, traduzidos para o francês. Mas a ideia deles era sempre encontrar as referências de praia, carnaval, futebol e bossa nova. Cheguei como novidade, novo cenário e o estilo rápido e conciso. Quando falo em público, preciso sempre explicar de onde venho, as características da região e, finalmente, da obra em si. Após, ao retornar para os autógrafos, há muitos interessados, justamente pela novidade. Franceses são curiosos.

Por outro lado, após a publicação de seis livros, o senhor é ainda um autor um tanto desconhecido no Brasil. O senhor considera normal esta “invisibilidade” nacional? Isso o incomoda?
A Boitempo sempre acreditou em mim. Lançou meus livros, me espalhou pelo Brasil. No entanto, no sudeste, sempre houve dificuldade em fazer chegar o meu trabalho ao conhecimento da crítica. Há grandes editoras, com enorme volume de lançamentos importantes e não conseguia furar esse bloqueio. Penso que agora, com as notícias do êxito na França, isso serviu como uma “validação” de meu trabalho e a curiosidade de alguns jornalistas serviu para conhecerem Pssica e, logo após, meus livros anteriores. É curioso que com a internet e outras mídias, o mundo tenha ficado tão pequeno e, no entanto, essas distâncias continuem. Estive recentemente na Bienal do Recife e mais uma vez precisei explicar quem era, de onde vinha, quantos livros havia lançado, do sucesso na França. Tão longe, tão perto. Felizmente, obtive páginas de reportagem e comentários entusiasmados sobre meu trabalho. O melhor é que os livros anteriores também estão sendo comprados, como se as pessoas quisessem “tirar o atraso”. E posso dizer que em Belém do Pará há autores excelentes, jovens, aguardando a devida atenção dos grandes meios de comunicação.

Pssica é um livro violentíssimo, escrito num ritmo ágil, sem floreios, sem meias palavras. Há um pedaço do Brasil que se escancara o tempo todo, um país violento, sem leis e corrupto. É este Brasil que lhe interessa retratar?
Escolhi escrever sobre a realidade. Sobre pessoas comuns atingidas por fatos gravíssimos, fazendo com que saiam de sua zona de conforto, deixem escrúpulos de lado e reajam. Minha cidade, meu cenário, vive momentos difíceis, com a violência descontrolada em níveis assustadores. Sei que isso também ocorre em outras cidades, mas Belém é meu cenário. Esses personagens se deparam com todas essas situações que vivemos ou lemos em cadernos policiais e esses, em Belém, são muito sangrentos. Meus outros livros também contam situações assim. Talvez meu lado jornalístico esteja denunciando tudo isso, mas escrevo ficção. O Brasil falhou na educação, na divisão da renda, na cultura. Nossas maiores cidades têm índices de criminalidade muito altos. De corrupção, então… O Judiciário é lento. As diferenças econômicas, o tráfico de drogas, o que não falta é tema para escrever e encantar os leitores, com boa literatura. Marcelo Mirisola disse: “atenção ficcionistas, cuidado! A realidade é uma concorrente”. Seria muito fácil pegar reportagens de cadernos policiais e repeti-las em livro. Aí entra a literatura. Ou, como disse um jovem escritor francês, “escrever é muito fácil. Por isso é tão difícil”.

Qual seria o lugar do escritor num país como o Brasil? O senhor acredita que os escritores precisam participar ativamente das principais discussões do país?
Sou apenas um escritor. Um ficcionista. Escrevo porque preciso respirar e quero ser lido. Apenas isso. Posso emitir opiniões somente como cidadão. No mais, que leiam meus livros. Se isso servir para alguma coisa, tudo bem. Meu compromisso é oferecer um produto de qualidade literária. Agora, dentro de um ponto de vista de importância na sociedade, os escritores precisam de mais destaque. A literatura, com todos os erros cometidos na gestão da educação e da cultura, abriu espaço para artistas de área mais popular e de grande apelo. Hoje, há um mercado que pensa apenas na comercialização daquilo que é mais palatável e os livros, como geradores de cultura, educação, pensamento crítico e enriquecimento pessoal, estão em posição inferiorizada, com o que absolutamente não concordo.

O senhor nasceu em 1954 e estreou na literatura aos 44 anos, em 1998, com Os éguas. A que se deve esta estreia, digamos, tardia no romance?
Comecei a escrever para teatro com dezesseis anos. Aos vinte e seis, lancei meu primeiro livro de poesia. Vieram outros. Também de crônicas, peças de teatro. Sim, os romances vieram depois dos quarenta anos e de maneira inusitada. Meu irmão mais velho trabalha na TV Cultura local e um dia me falou da possibilidade de retornarem as antigas radionovelas. Sugeriu-me escrever alguma coisa. Naquela época, já havia muitos sons eletrônicos no nosso dia a dia. Pensei em começar com uma cena de crime onde a primeira pista fosse recados gravados em uma secretaria eletrônica. As radionovelas não saíram, mas lá estava a primeira cena de Os éguas, que fluiu maravilhosamente, e de repente tinha meu primeiro romance, já anunciando o estilo que agora está definido.

Como é produzir literatura a partir de Belém, uma capital considerada lateral na produção literária nacional? De que maneira a cidade é também um personagem da sua obra?
Escrever em Belém, hoje, é um ato de coragem. Há mais de vinte anos, por diversos motivos, há no mais alto posto da cultura estadual, alguém despreparado que pelejou para acabar com toda a produção local. Há poucas editoras. Com a falta de cultura, o que se encontra nas livrarias nacionais, com lojas aqui, é somente best-seller. Há uma feira anual que é uma farsa, porque traz famosos escritores que assinam livros, falam para multidões e retornam felizes, enquanto os escritores locais não são contemplados com absolutamente nenhuma política cultural. Estou junto com outros autores locais realizando a segunda Feira Literária do Pará, em dois dias, em uma livraria local, apresentando nossos trabalhos e também relançando livros importantes que estão esgotados além de lançar romances de novos autores. A receptividade tem sido ótima. Sou leitor voraz e me acostumei a imaginar as cidades onde as tramas acontecem, conhecê-las através dos livros. Decidi então oferecer minha cidade como cenário. Uma selva de concreto fincada na maior floresta tropical do mundo. Esse contraste me interessa. Pessoas que vivem no interior, no seu verde, chegando e encontrando o cinza. A pressa. A tensão. A violência. Há também milhares de desesperados que correram ao Pará com a notícia da descoberta de ouro e outras riquezas, nada encontrando. Agora, formam um cinturão de pobreza em torno da cidade, procurando um porvir, vivendo um dia de cada vez. Esses personagens me interessam.

O ritmo veloz, quase alucinado, dos seus livros tem a ver com os dias de hoje, este tempo tão apressado e conectado o tempo todo?
Tem tudo a ver. Claro, é uma soma de minhas atividades, como radialista, jornalista, redator publicitário e dramaturgo. Mas sei que a garotada, hoje, apreende com mais facilidade. Quando joga esses games, absorve milhares de pixels, toma decisões, tudo muito rápido. Meu texto pretende chamar esse leitor para dentro da cena, trabalhar com seu arsenal de imagens, seus personagens, fazer com que se sinta espreitando o que acontece, ofegante e ao final de cada capítulo, respire fundo e retorne, sem deixar para o dia seguinte ler mais um pouco. Acho que meu estilo é intenso. Os personagens se cruzam e não se percebem. Cada um deles, desesperado querendo resolver seus problemas. E quero, principalmente, atingir os jovens. Novos leitores. São livros aparentemente curtos, mas intensos.

De que maneira o jornalismo influencia seu estilo literário?
Influencia muito, sobretudo no jornalismo radiofônico, onde a procura pela concisão, pelo uso das palavras certas, cada vez menos, mas conseguindo dizer tudo no menor tempo possível. Minha família é toda de jornalistas. Desde casa, a concisão e exatidão são uma procura incessante. Pssica tem como pano de fundo duas situações absolutamente atuais. Colecionei jornais durante dois anos, sobre os “ratos d’água” (piratas da Amazônia) e o tráfico de mulheres, este, uma realidade terrível que se abate sobre o mundo, mas em pleno funcionamento em Belém, por sua situação geográfica, com saídas por Caiena e Paramaribo, para a Europa, Caribe e Estados Unidos. Tudo o que ocorre com os personagens é ficção a partir de fatos jornalísticos. Creio que aos leitores fará com que tenham conhecimento e reflexão sobre isso.

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Em Pssica, assim como os seu demais livros, parece não haver espaço para final feliz. O senhor acredita que a tristeza produz literatura de melhor qualidade?
Da maneira que os dramas são escritos, dificilmente há finais felizes. Não é que eu não goste deles, mas é que tudo o que foi desenvolvido, não levará a isso. Em Pssica, há pelo menos uma personagem que acaba com um novo horizonte à frente. Não seria hipócrita de levar os acontecimentos até um nível máximo e depois, somente para, talvez, contentar alguns leitores, procurar um final feliz. Sei que muitas vezes o leitor se chateia pela morte de alguma personagem que lhe foi simpática, por quem estava até torcendo, mesmo que esta seja alguém com graves crimes nas costas. Mas não fui eu a matá-la e sim a história proposta. Não chego a pensar sobre tristeza e alegria ao final e sim naquilo que o próprio livro pediu e que o leitor, certamente, pensando melhor, vai concordar.

A crítica (e até mesmo a sua editora) tem definido o senhor como um autor de literatura policial. No entanto, Pssica, por exemplo, se afasta o tempo todo do gênero noir. É um romance com forte crítica social. Ser definido com um autor de literatura policial restringe a sua obra? Ou esta definição é algo secundário, sem importância?
Ainda não sei o que dizer a respeito. Na França dizem que escrevo Polar, que é como chamam Literatura Policial. Estive inclusive na Biblioteca de Literatura Policial, juntamente com o Edney Silvestre. Outros dizem que escrevo livros de ação, mas penso que isso me levaria para a área do Homem Aranha e outros. Prefiro dizer que escrevo sobre as pessoas, atingidas por fatos graves, que as fazem sair de sua zona de conforto, deixar seus escrúpulos de lado e reagir. Quanto aos rótulos, acho sem importância. Importante é a literatura. Importante é ser lido.

Seguindo nesta definição, quais autores policiais são referências para o senhor?
Sou leitor voraz. Gosto dos clássicos como Poe, Raymond Chandler, Dashiell Hammett, mas gosto muito de Bret Easton Ellis, James Ellroy, de Nic Pizzolatto que escreveu recentemente o Galveston. Lê-los me deixa com vontade de escrever, também. E não penso que eles estejam preocupados com finais felizes. Gosto do foco nas pessoas, do estilo e do cenário. Gosto de Dennis Lehane, que escreve sobre Boston, Juan Pablo Villalobos, Leonardo Padura, Elmore Leonard.

De que maneira o senhor se aproximou da literatura? Como se deu o início como leitor?
Meu avô, minha tia, meus pais, meu irmão, todos escreveram livros. Na minha casa, respirei literatura. Gostava dos livros de capa e espada. Um dia um professor passou um trabalho em que deveríamos ler determinados livros. Para mim, caiu Menino de engenho, de José Lins do Rego. Me apaixonei. Li os outros dois da trilogia. Nunca mais parei de ler. Na adolescência, a Editora Brasiliense me proveu dos poetas malditos, dos beatniks, dos franceses e também de brasileiros como Graciliano Ramos, Machado de Assis, Drummond, Gullar, de cronistas, de Nelson Rodrigues e muitos mais que me enriqueceram a vida.

Como se dá a construção de seus livros? Como surgem as tramas e os personagens?
Agora já estou pensando em um novo livro. Um amigo veio e me falou de sua experiência em determinado campo, que achei interessante, para desvendar um mundo subterrâneo de Belém onde se ganhou e perdeu fortunas. Um colega me falou de uma menina que da noite para o dia começou a ganhar muito dinheiro. Esses detalhes vão se amontoando em meu cérebro. Na maioria das vezes não percebo, mas as tramas começam a ser feitas, mas a pura verdade é que começo com uma primeira cena e um cenário, um pano de fundo, mas os personagens vão surgindo. Uma grande aventura, uma grande paixão. E vou me enamorando do livro. Nunca sei o que acontecerá. Como termina. As ligações são feitas. Escrevo umas duas horas por dia. Tenho outros compromissos. Mas o cérebro continua seu trabalho e no dia seguinte, estou cheio de ideias. Mal posso esperar para escrever. Faço um esqueleto e começo, certo de que tudo pode mudar, conforme a trama se desenvolve. Os personagens surgem da observação. Observo pessoas. Ouço falarem. Pergunto, quero respostas. Às vezes, uma boa ideia e como bom vampiro, pulo no pescoço e a tomo para mim. Cada livro tem o tamanho que precisa ter. Não encho linguiça. A história pede um final e tem. Moro no centro da cidade. Meu trabalho dista uns trezentos metros. Todos os dias, vou andando e observando, falando, ouvindo uma chusma de traficantes, prostitutas, engraxates, taxistas, cafetões, gente que toma conta de carro, revisteiros e até um rapper que vende chips e anuncia um show que nunca acontece. Isso me enriquece. A fala. A cadência, melodia, ritmo. Jogo tudo nos livros.

O que o senhor espera do leitor? Qual seria o seu leitor ideal?
Quero que se divirta. Quero ser lido. Entendido. Quero que reflita sobre o que leu. Que se enriqueça culturalmente. Meu leitor ideal é aquele que procura meu livro. Que não o joga em um canto para ler depois. Que leia imediatamente. E goste.

Na gíria de Belém, pssica significa maldição. Qual seria a maldição a perseguir os escritores contemporâneos?
Nossa maldição é o nível de educação e cultura reinante, que faz com que a literatura seja vista como algo menor, enquanto o axé, apenas para citar um gênero extremamente popular, vira consumo de primeira ordem. É nos livros que está a riqueza, o pensamento crítico, a formação da opinião. Temos ótimos escritores contemporâneos. Gente como Marcelino Freire, Ronaldo Bressane, Marçal Aquino, Marcelo Mirisola. Precisamos ser lidos em todo o Brasil. Para isso, não basta apenas uma excelente distribuição nacional, mas a volta dos leitores aos livros. Precisamos de mais bibliotecas, mais livrarias independentes, que vendam livros de qualidade e não somente best-sellers. Precisamos circular pelo país inteiro, sendo reconhecidos e acolhidos pelos leitores. Precisamos, já.

Quais aspectos da literatura brasileira contemporânea mais lhe chamam a atenção?
Gosto da linguagem moderna utilizada. Gosto do Ferréz e seu texto. De Marcelino escrevendo sobre Recife e sobre o mundo. De João Carrascoza, de Luiz Ruffato e seus cenários, do humor e sabedoria de Raimundo Carrero. Temos muitos novos autores que estão renovando nossa literatura com linguagem moderna, cenários novos e precisando chegar a todos os lugares. Gosto de Marcelo Rubens Paiva e seu jeito coloquial. Gosto de Salomão Laredo, que escreve sobre a Amazônia. Creio que me encaixo bem nessa turma, pelo meu estilo.

 

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