Eu recomendo

fevereiro 2012 / Eu recomendo / Liberdade

Texto publicado na edição #142

Liberdade

Christian Schwartz defende o "romanção" de Jonathan Franzen

> Por RASCUNHO

Liberdade, de Jonathan Franzen, o romance estrangeiro mais falado (só esperemos que também lido…) no Brasil ultimamente, levou muitos a se perguntarem se a literatura de ficção não estaria retomando a posição de influência que algum dia já teve. Lá fora, Franzen chacoalhou o establishment político e a grande mídia com essas 600 páginas que formam um vasto painel da América atual, pós-11 de Setembro, traçado a partir da trajetória dos quatro membros da família Berglund. E mais: seu livro anterior, As correções — outras 600 páginas no mesmo estilo mural de uma época, aqui os anos 80 e 90 —, já arrebatara por igual críticos e leitores. Quanto a Liberdade, acusaram-no por aqui de conservadorismo na forma — “um romanção do século 19” que, além disso, traria a marca (o pecado?) original do romance como gênero: o realismo. Não faria sentido emular, hoje, Guerra e paz, disseram. Ok, ok. Mas lá vai: li essas irresistíveis 1.200 páginas de uma vez e com voracidade — e, por isso, eu recomendo.”

 

 


 

 

 

 

Christian Schwartz é professor universitário, jornalista e tradutor. Vive em Curitiba (PR).

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Jonathan Franzen

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Nasceu em 1959, em Western Spring, Illinois (EUA). Além de Liberdade (2010), é autor dos romances The Twenty-Seventh City (1988), Strong motion (1992) e As correções (2001).

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Jonathan Franzen
Trad.: Sergio Flaksman
Companhia das Letras
608 págs.