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Ilustração: Eduardo Souza

Paradisus, do Helle

Por Tércia Montenegro

A morte nas folhas acontece de modo limpo, delicado e poético — não há nada grotesco nessa existência que desaparece pela gradual mudança de cor, pela água que se evapora e deixa um corpo crepitante, quebradiço, esfarelável

Ilustração: Teo Adorno

Irrelevância da crítica literária

Por NELSON DE OLIVEIRA

A crítica literária praticada hoje é um cavalo disfarçado de unicórnio. Ela não interessa a quase ninguém, porque é uma atividade muito, muito parcial, cheia de lacunas, que finge ser completa

Ilustração: Igor Oliver.

A leitura do acaso

Por JOSÉ CASTELLO

O leitor pode perceber, desde logo, que muitas portas se abrem a partir dessa meia-dúzia de linhas

José Roberto Torero_223

Dez bibliotecas fantásticas

Por JOSÉ ROBERTO TORERO

I Não se sabe exatamente se por ventania, magia ou tecnologia, mas o fato é que certa manhã as histórias […]

Ilustração: Mello

Passos em Firenze

Por FERNANDO PAIXÃO

poema inédito de Fernando Paixão

july 20, 1967, making case for parsons/morse house before city council.  charles a. lowe photo

Charles Olson

Por André Caramuru Aubert

Cinco poemas de Charles Olson

Curitiba, Parana, Brasil, 02 de outubro de 2018.                   Legenda:  A escritora gaúcha Cíntia Moscovich no Paiol Literário.                   Foto: Guilherme Pupo

Cíntia Moscovich

Por PAIOL LITERÁRIO

“Tenho plena convicção de que as pessoas têm que ler para se construir. Para ser gente.”

Ilustração: Erich França.

O escritor fatalista

Por FABIO SILVESTRE CARDOSO

Horacio Quiroga, cuja vida foi cercada de tragédias, tem um olhar ferino a propósito do sentido da existência

Telmo Vergara, autor de Na plateia.

Morte sem luta

Por RODRIGO GURGEL

“Estrada perdida”, de Telmo Vergara, é exercício de perfeita composição, no qual o ser humano se oferece à morte por razões fúteis

José Almeida Júnior, autor de Última hora.

O povo indomável

Por HARON GAMAL

“Última hora”, de José Almeida Júnior, recupera a história recente do Brasil em linguagem fluida, sem empecilhos

Alejandra Pizarnik , autora de Árvore de Diana.

Os espelhos do duplo

Por Rodrigo Tadeu Gonçalves

Alejandra Pizarnik nos conduz pelo silêncio feito voz, pelos espaços assombrosos de sua poesia

Ilustração: Carolina Vigna

Os caminhos da literatura

Por RAIMUNDO CARRERO

Como se observa, não se escreve apenas por escrever, para fazer bonito perante a sociedade, é preciso ter um projeto de obra, mesmo que seja para provocar esta mesma sociedade, mesmo que ela não concorde.