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dezembro 2018 / Entrevistas / Divina tragédia

Texto publicado na edição #224

Divina tragédia

Novo romance de Reinaldo Santos Neves põe em xeque a existência humana num mundo pós-apocalíptico

> Por Leandro Reis

Reinaldo Santos Neves, autor de A longa história

Reinaldo Santos Neves, autor de A longa história. Foto: Camila Matusoch.

O leitor já viu, leu, ouviu e provavelmente até criou a sua própria história na qual a humanidade se percebe próxima a um apocalipse ou precisa sobreviver ao pós-morte do mundo como o conhecia. Mudanças climáticas, guerras mundiais, governos totalitários, entre outras explicações (quando há alguma), fazem parte do texto infinito dessa vasta literatura.

Ainda que sejam opressivas, tais histórias costumam conservar a esperança de que a humanidade pode resistir. Não é a tônica do novo romance de Reinaldo Santos Neves. Em Blues for Mr. Name ou Deus está doente e quer morrer, não há esperança para a civilização. Para o autor, ou para sua “visão literária”, como o próprio define, a solução deve ser a mais radical e definitiva: a extinção da humanidade.

“O planeta e o universo regidos pelo homo sapiens representam a grande tragédia da história”, diz Reinaldo nesta entrevista ao Rascunho. A medida radical é a solução irônica do autor para a degradação do mundo narrado, onde a Igreja perdeu força, assim como outros pilares da cultura ocidental, esvaziados pela pasteurização capitalista.

Quem deve dar fim a esse experimento trágico é Katherine Whishaw, uma das últimas católicas da Terra. A Kate é confiada a missão de assistir a morte do grande responsável pelo Equívoco, o próprio Criador, que neste romance recebe o metalinguístico nome de Mr. Name. Ao contrário da onipotência característica de sua natureza divina, Deus é um doente em estado terminal, enfermo justamente como efeito dos males causados por sua criação. Neste ambiente fantástico criado por Reinaldo, onde é necessário “suspender toda a descrença”, Kate, acostumada a sacrificar animais doentes, desta vez vai “pôr Deus para dormir”.

Marca da obra de Reinaldo, a ironia se traduz também na subversão de histórias bíblicas e diversas outras fontes para a composição do romance. A técnica, aperfeiçoada pelo autor ao longo de sua obra, deu origem a uma trilogia bilíngue, A folha de Hera (2011-2014), iniciada a partir de A crônica de Malemort (1978).

Também em Mr. Name, a linguagem aparece como que virada do avesso (tem-se a impressão, por vezes, de que foi traduzida e retraduzida) pela capacidade de fabulação do narrador, em cada fragmento ou micro-capítulo. Na entrevista a seguir, Reinaldo explica seu método e discute outras questões relacionadas ao novo livro.

• A utilização de diversas fontes para construir as histórias tem sido uma constante na sua carreira. É o que diz um dos narradores já no início de Blues for Mr. Name, inclusive, e você também discute a técnica no posfácio do livro. Pode falar sobre o papel da pesquisa no seu processo criativo? Ela acontece apenas antes ou também durante a escrita? Como você chegou, a partir dessas várias associações, à estrutura de Mr. Name? Por que optar por esse método?
Acredito, com [Jorge Luis] Borges, que todo texto literário remete a outro (ou outros) texto literário anterior. É a velha e mofada intertextualidade, cuja longa história Gérard Genette contou em Palimpsestos. O que faço é reutilizar elementos dessas fontes para contar uma nova história. Além disso, para mim é também um prazer estético dialogar com a tradição, no espírito do amor literário de que trata Harold Bloom. Assim, quando começo um novo projeto literário, já vou em busca do material que, em casa ou na internet, possa ser usado nesse projeto específico: material que tenha afinidade com esse projeto. A partir daí, fico automaticamente atento a tudo que leio, tudo que ouço, tudo que acontece à minha volta, e assim vou recolhendo, inclusive da própria memória, elementos afetivos e estéticos que possam enriquecer o projeto — e isso se faz tanto em macro como em micro-apropriações, do início ao fim do trabalho. No caso de Mr. Name, o projeto mostrou-se tão abrangente que aceitava uma diversidade de incorporações, inclusive de imagens encontradas mediante pesquisa na internet.

• Nesse sentido, a investigação se estende também para o idioma e a etimologia. A língua e a linguagem também se constituem como centro da narrativa, com anagramas que são eles próprios pistas deixadas por você ao longo da história — por exemplo, de “Mr. Name” extrai-se “Amen” e “Mean” (do inglês, “cruel”). Parece, sobretudo, um romance de leitor, ou um romance sobre romances…
A linguagem narrativa vai se esboçando desde os primeiros rascunhos, e vai aos poucos polindo-se a si própria, inclusive com ajuda do inconsciente. Esse processo se estende até à boneca do livro. Depois de impresso, numa releitura, e tarde demais, sempre descubro inúmeras possibilidades de aperfeiçoamento. Já se disse que meus romances são romances de linguagem. Cada projeto tem uma opção de linguagem própria, ou seja, cada um é escrito numa língua literária diferente. Essa escolha pode ser determinada de antemão, como usar linguagem arcaizante num romance ambientado na Idade Média, ou à medida que começa o trabalho de redação, como se esperando o peixe para fisgá-lo. Em Mr. Name, por exemplo, o tom hierático se instala já no primeiro capítulo, o que não impede, porém, que esse tom se revista de ironia — já que ironia é a santa padroeira de todo texto que escrevo — e de humor. Os anagramas citados confirmam que se trata de um romance de leitor, pois eu mesmo não tinha percebido esses dois, tão óbvios, em especial o primeiro.

• Essa questão das fontes também me faz pensar na internet. É como se a miríade de associações mimetizasse o mundo virtual e seus efeitos. Você viveu a chegada do computador, já como escritor. O próprio Kitty aos 22: divertimento reflete essa conjuntura.
O computador, que facilita a escrita, e a internet, que facilita a pesquisa, mudaram o trabalho do escritor. Sim, a apropriação de vários elementos sugere uma confusão babélica, mas o inspetor-geral está ali controlando e pondo as coisas em ordem, ainda que seja uma ordem que muitas vezes apela para uma estética da desordem.

• Mr. Name chega ao leitor num momento de escalada da violência no Brasil, sobretudo motivada por diferenças políticas, inclusive com o retorno de ideias e práticas de extrema-direita. O livro, ainda que se passe em um universo teoricamente paralelo, reflete esse recrudescimento: o mundo de Mr. Name aparenta ser, aliás, o futuro de uma humanidade à beira do colapso — afinal, é um romance apocalíptico. Em que medida essa interlocução foi intencional ou fortuita?
O projeto Mr. Name me permitiu escrever o mais político de todos os meus romances: um libelo contra a humanidade como um todo. Na minha visão literária, e isso está muito claro no romance, o planeta e o universo regidos pelo homo sapiens representam a grande tragédia da história. A dicotomia que me parece mais óbvia é entre a dor como sistema (inclusive de prazer) e a dor como circunstância, e, neste planeta Dor, esse estado de coisas só pode ser abolido mediante a extinção da humanidade. Essa postura é antiga. Já nos anos 1980 escrevi um poema que começava assim: “Sim, quem dera, ah,/ o planeta de novo desumano,/ de novo limpo,/ saneado, e são, e salvo,/ sem pecado original”. Assim, em vez de regionalizar o problema, preferi a abordagem mais ampla, a exemplo das abordagens bíblica e babilônica. Da mesma forma, desde a concepção do projeto se deu a ligação entre o rei doente que é o Rei Pescador, personagem do ciclo do Graal, e Mr. Name, que é um deus doente por ver a que ponto chegou a sua criação. A propósito, [T. S.] Eliot credita a From ritual to romance, de Jessie L. Weston, e a The golden bough, de J. G. Frazer (fontes que também usei em Mr. Name), boa parte do simbolismo de seu poema A terra desolada, que trata da degradação moral da humanidade, cujos famosos primeiros versos — “Abril é o mês mais cruel” — remetem diretamente ao tema do Rei Pescador. Apenas dei um passo além, propondo não a solução tipicamente heroica do ciclo arturiano, mas apocalíptica e definitiva, que é pôr a humanidade para dormir.

• O colapso da Igreja Católica coincide com uma mudança radical, generalizada, na humanidade. Kate não acredita que seja possível uma “história da alma humana sem a Igreja Católica como protagonista”. Os dogmas da Igreja enraizaram-se na humanidade de tal forma que não se concebe a identidade dissociada do cristianismo, pelo menos no Ocidente, e ainda que seja para confrontá-lo. A que se deve, no livro, seu “desmantelamento mundial”? A Igreja, hoje, está ameaçada?
Como parte integral da história humana, sim, a Igreja está ameaçada junto com tudo que é humano. Aliás, parece-me diabolicamente irônico, neste momento digamos pré-apocalíptico, que a religião esteja nas mãos de “profetas” mercantis, que enriquecem às custas da ignorância geral vendendo Cristo e Deus como se vendem produtos de supermercado. São os novos vendilhões do templo. A analogia que faço, e isto se aplica principalmente a países como o Brasil, é que o povo confia cegamente em representantes tanto políticos como religiosos que o traem cinicamente o tempo todo. Com raras exceções de uma parte e de outra, os agentes da política e da religião no Brasil são nossos maiores inimigos. Em Mr. Name, porém, a Igreja está presente como mais um item de amor literário, porque, embora ateu, continuo católico por um dogma de afeto. Em poema dos anos 1990, lá está: “Ateu convicto, confesso-me católico varrido, a ponto de acreditar até no IRA”. Meu catolicismo é afetivo, mas sobretudo literário.

• Muitos escritores têm na Bíblia uma fonte inesgotável de diálogo. Também é o seu caso? Qual sua relação com o texto da Bíblia?
Sempre li a Bíblia como, não toda, mas em grande parte, alta literatura. Sua majestade é inequívoca. George Steiner é categórico: “Todos os nossos outros livros, por mais diferentes que sejam os seus assuntos e sua organização, relacionam-se, ainda que indiretamente, a este livro dos livros”. Para mim, a Bíblia atua como cartilha de escritor e como prazer de texto. A importância literária que vejo na Igreja Católica como instituição é a mesma que vejo na Bíblia como texto. Leia-se A arte da narrativa bíblica, de Robert Alter, por sinal uma das fontes de Mr. Name. É um livro que recomendo a todo leitor (e a todo escritor) interessado na Bíblia como literatura. Aliás, quando comecei a trabalhar em Mr. Name, fiquei assombrado com a leitura do livro de Oséias, profeta menor, que não conhecia. Foi desse texto bíblico que extraí o conceito de filha de prostituição e, portanto, filha não-amada, que, livremente interpretado, tem grande importância no romance.

O projeto Mr. Name me permitiu escrever o mais político de todos os meus romances: um libelo contra a humanidade como um todo.

• Uma questão que se impõe, por conta da escolha da protagonista e do que se discute hoje sobre igualdade de gênero, é o lugar da mulher na Igreja. A virgindade de Kate é, embora celebrada e santificada, uma chaga; também uma questão simbólica, tem reflexo em sua vida social. Há, na minha opinião, uma crítica às práticas da religião contra a mulher. A menção a um “estupro sagrado, abençoado por Aquele Que É”, é um exemplo disso. Por outro lado, nos deparamos, depois, com uma espécie de sociedade matriarcal, onde o próprio Deus, pela sua condição de enfermo, está submetido à vontade de pelo menos duas mulheres — a Dama Viúva e a própria Kate, que vai “pôr Deus para dormir.” O que esse paradoxo encerra?
Em primeiro lugar, a questão da virgindade de Kate se sustenta em todo um conjunto de crenças e práticas religiosas que remontam ao passado remoto da civilização. Sabemos que a virgindade de Maria não é um caso original, mas deriva da mesma cultura fortemente baseada no sobrenatural que antropólogos do século 19 (Frazer, por exemplo) estudaram a partir de costumes então ainda em vigor em sociedades primitivas. Em segundo lugar, o paradoxo — virtuoso e não vicioso — se justifica, creio eu, pela atitude de uma das personagens, que executa um jogo duplo — um jogo de poder — em benefício próprio. A história de Ra e Ísis, citada na íntegra no romance, bem o comprova. De qualquer modo, este é um romance governado por personagens femininas. Ainda quanto ao paradoxo, Mr. Name, como a antiga literatura céltica, prima pela ambiguidade e pelo paradoxo. O paradoxo, portanto, funciona como mais um recurso literário numa história que exige a suspensão da descrença para ser melhor digerida. Mas, é claro, ao leitor cabe a interpretação que lhe parecer mais racional. Esclareço, ainda, que a expressão “estupro sagrado” só aparece em fala de personagem, no caso Newby.

• Existe também uma crítica ao capitalismo, à cooptação do mercado e seu poder destruidor. A sociedade de Mr. Name está mergulhada no ceticismo, que engendra um discurso de crítica à banalização — consumo, vício, sexo e religião são os elementos principais dessa tessitura. Mas Kate representa um encantamento com o mundo, uma descoberta possível apenas a quem viveu numa realidade paralela, que contrasta com a pasteurização. Não por acaso, ela é a salvadora — mas uma salvadora diferente, que não vai salvar a humanidade, mas salvar o mundo da humanidade.
Concordo inteiramente. Mas você percebe que o livro não explicita aí nenhum discurso crítico. Minha política no romance evita pôr um dedo literário nas feridas da sociedade humana (já por demais conhecidas pelos leitores), o que seria supérfluo e, portanto, anti-literário. O leitor identificará as feridas sem que se precise mencioná-las. Mesmo o discurso do professor é um discurso que engloba ideias antigas como argumentos. Sim, o encantamento de Kate é com o mundo natural, e seus habitantes naturais — plantas e animais ditos irracionais — que já tiveram a posse do mundo antes do advento do homo sapiens, que os converteu em seus escravos e suas vítimas. A salvação do mundo via destruição foi a percepção que me levou ao projeto em seus primórdios. Quis apresentar uma alternativa de salvação que me parecia não só mais literária que a mesmice de sempre, mas também mais compatível com o atual estado de coisas no planeta — estado de coisas que, a meu ver, só tende a piorar.

Parece-me diabolicamente irônico, neste momento digamos pré-apocalíptico, que a religião esteja nas mãos de “profetas” mercantis, que enriquecem às custas da ignorância geral vendendo Cristo e Deus como se vendem produtos de supermercado.

• Em certo momento do livro, Kate descobre o jazz, que está presente na sua obra desde Reino dos Medas (1971), e é o personagem principal das crônicas de Dois graus a leste, três graus a oeste (2013). Já em Mr. Name, o jazz, como vários ícones e instituições, perdeu a relevância; é como um réquiem desse mundo pós-morte. É o signo de uma mudança na arte em geral?
Creio que uma das poucas denúncias explícitas no romance é o depoimento do músico de jazz, que chama a atenção dos admiradores para que não se deixem seduzir pela mídia e pela indústria cultural: “Assim, reavaliem suas escolhas e decidam por si próprios se a música que estão ouvindo é realmente o que querem ouvir”. Isso, é claro, vale para a literatura também, e para o cinema, e para a política e tudo mais. O homo sapiens, por mais sapiens que seja, acaba sendo um joguete nas mãos dos corruptos de todo tipo. No romance, o músico de jazz se baseia na figura trágica de Lucky Thompson. Ele já advertia, nos anos 60, sobre a sedução dirigida que levava os consumidores de jazz a preferir a arte fácil em detrimento da arte criativa. Ele podia ter-se associado àquela corrente. Em vez disso, trocou a música pela solidão de uma cabana no meio do nada e, mais tarde, já sofrendo do mal de Alzheimer, tornou-se morador de rua. Recolhido a um asilo, ali morreu octogenário. O músico de jazz do romance não poderia ter sido inspirado a não ser nele.

• O jazz foi uma epifania — como parece ser para Kate — para você? O que mais te formou como artista?
Comecei a ouvir jazz por acaso, aos dezoito anos, em casa de meu irmão João Luís, e foi realmente uma epifania, como historiei no capítulo Orelha em pé e coração ao alto, do livro Dois graus. Foram dois lps que me deram tudo que eu precisava para me encantar: Dizzy Gillespie Plays Duke Ellington e uma antologia, The Blues in Modern Jazz, onde, entre outros, travei conhecimento com Charles Mingus e Thelonious Monk. No mais, o que me formou foi ler e escrever e a esperança de ser escritor um dia. Como disse em entrevista a Lívia Corbellari, quis ser escritor e continuo querendo até hoje.

• Mr. Name é uma obra repleta de detalhes, subtramas, desvios. Você escreve a partir de um roteiro? Seu processo de escrita mudou ao longo da carreira, ou altera-se a cada novo projeto? Fale um pouco de seu método.
Sim, tento escrever a partir de um roteiro, mas esse roteiro é constantemente violado, como é natural: você vai entendendo o potencial de seu projeto literário aos poucos. Esse processo me acompanha desde a adolescência. Meu método é confuso (lembrando Mendes Fradique), e pode ser descrito como uma longa série de tentativas e erros.

• A exemplo do que fez Umberto Eco em O nome da rosa, está em seus planos divulgar um pós-escrito a Mr. Name, explicando a elaboração da estrutura do livro. Em que pé está o projeto? Além dele, há outros projetos em andamento?
O Pós-escrito a Mr. Name (180 páginas em Word) já está concluído, dependendo apenas de uma leitura final. Os verbetes podem referir-se a uma palavra ou a uma frase inteira. No caso de uma frase, ou trecho mais longo, cotejando-se a citação da fonte com a citação do romance pode-se ver como se deu o aproveitamento da fonte no contexto da obra. Muitas vezes o texto da fonte, ao se incorporar ao romance, não só terá sofrido variações e paráfrases — e inversões e paródias —, mas também permitido acréscimos por meio de digressões e reflexões intertextuais. Como temia, não consegui encontrar algumas fontes importantes, inclusive de imagens extraídas da internet. Quanto ao projeto em andamento, finalizei neste mês uma primeira versão de um novo romance, desta vez, graças a Deus, curto: 150 páginas em Word. É também projeto antigo que só agora me dispus a encarar. Trata-se, em miúdos, de uma paráfrase à novela Morte em Veneza, de Thomas Mann, e ambientada em Vitória. Literariamente estou de volta ao Brasil e, de novo, tendo Thomas Mann como referência.

O autor
Reinaldo Santos Neves nasceu em 1946, em Vitória (ES), e vive na cidade vizinha, Vila Velha. Graduou-se em Letras Português-Inglês pela Universidade Federal do Espírito Santo, onde foi servidor técnico por 42 anos. Publicou diversos romances, como Kitty aos 22: divertimento, A longa história e A ceia dominicana: romance neolatino. Também lançou os contos de Má notícia para o pai da criança, Heródoto, IV, 196 e Mina Rakastan Sinua. Suas crônicas sobre jazz foram reunidas no volume Dois graus a leste, três graus a oeste, assim como sua poesia incidental foi reunida em Poesia 64-14 — disponível em livro online no site Estação Capixaba.

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