Cartas

março 2017 / Março_17

Cartas

Março_17

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Arte: Dê Almeida

Sensacional
Acompanho o Rascunho desde o início de sua trajetória. Na minha bêbada e imodesta opinião, ao lado do jornal Cândido, a publicação é a melhor do meio literário. No número 100, publicaram dois poemas do meu livro Balacobaco e o meu nome saiu estampado na capa, ao lado de Marçal Aquino e Sérgio Sant’Anna. O número 201 do mês de janeiro deste 2017 está imperdível. Belíssima a entrevista com o meu conterrâneo Silviano Santiago, resenha de Rinaldo de Fernandes, sobre o livro Naufrágio entre amigos, do mineiro Eduardo Sabino, e um ótimo texto de Estevão Azevedo sobre o meu eterno ídolo Raduan Nassar. Vale muito a pena fazer a assinatura. É uma leitura obrigatória para os amantes da literatura.
Jovino Machado • Belo Horizonte – MG

José Castello
A coluna de José Castello do Rascunho 201 nos impele à sua leitura de forma instantânea e ao mesmo tempo defensiva e desconfiada, em razão de seu título instigante: A supremacia do leitor. A vaidade e a prepotência dos escritores, enquanto tais, colocam-no sempre num patamar superior em relação ao leitor, principalmente o leitor comum. José Castello, de forma brilhante como sempre, discorre sobre a relação livro/leitor, afirmando que apenas a “leitura secreta”, expressão usada por ele, do leitor comum, anônimo, tornará o livro um feito, uma obra. E encerra dizendo que os leitores deveriam assinar os livros, e não os escritores. Eu escrevo para ser lido, mas não escrevo pensando no leitor. Apesar de não pensar no leitor ao criar um texto literário, a sua importância para mim é sublime. Sei também que ao publicar perco a posse de meus escritos, e tudo o que eu quis dizer nem sempre será o que o leitor leu, percebeu, e a ele, ser supremo, é permitido interpretar da forma que lhe aprouver, o que não deixa de ser perigoso. Porém, se escrever não fosse arriscado, de que adiantaria escrever? Por isso, discordo que os leitores deveriam assinar os livros. Mas apenas disso. Quanto ao resto, o texto é perfeito, daqueles de se guardar para infinitas releituras.
Edson Braz • Juiz de Fora – MG

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