Cartas

julho 2018 / Julho_18

Cartas

Julho_18

Arte: Alexandre Rampazo.

Arte: Alexandre Rampazo.

Bela história
A edição 217 [maio] é meu primeiro Rascunho. Que coisa mais linda e interessante! Adorei as ilustrações também. Compõem muito bem com os textos. Na adolescência tive acesso apenas de vista com o jornal. Não cheguei a ler, apenas visualizei a capa. Não me lembro onde… Acho que no Centro Cultural São Paulo. A tipografia da palavra rascunho ficou na cabeça e agora aos 25 anos me encontrei novamente com o jornal e, através da tipografia, logo lembrei que já havia me deparado alguma outra vez com ele. Isso me remeteu a algo muito bom. Uma época que eu lia bastante. Fiquei bons anos sem ler literatura. Acho que uns seis ou sete anos. Tentava ler com dificuldade apenas o que era necessário na faculdade de arquitetura. Tenho um problema sério de visão que me afastou da literatura por esse tempo. Depois de reconhecer a tipografia, fui pesquisar mais sobre o jornal e me encantei ainda mais. Por isso, assinei. Recentemente, encontrei uma solução para enxergar melhor. Foi muito emocionante ter conseguido enxergar o mundo com nitidez, mas foi mais emocionante ainda quando peguei um livro e as letras estavam lá, pretinhas e nítidas… Sendo assim, o Rascunho irá participar dessa minha nova vida. Eu senti muito, muito mesmo ter parado as leituras de literatura. Senti tanta falta… Agora lendo o jornal com a minha nova visão, posso conhecer novos livros que farão parte dessa nova vida. Ele terá um espaço mais que especial por aqui.
Jéssica Santos • São Paulo – SP

NOTA DA REDAÇÃO
Este é, sem dúvida, um dos melhores motivos para seguirmos com o Rascunho.

Utopias mortas
Depois que li a coluna Simetrias dissonantes da edição de abril, fui reler a de fevereiro e março. Percebi que, mais do que as velhas utopias, estão mortas as três ideias contra as quais se voltam Nelson de Oliveira e os demais: o antropocentrismo, o narcisismo e a infantilização cultural. No entanto, é sobre elas que temos buscado viver, tendo-as como alicerce de nossas ações. Vivemos sobre cadáveres, nos apoiamos em coisas sem vida e sem consistência.
Paulo Henrique Passos • Fortaleza – CE

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