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outubro 2014 / Breves / BREVES_nacional_174

Texto publicado na edição #174

BREVES_nacional_174

O que eu disse ao general Anderson Fonseca Oitava Rima 68 págs. Estado de guerra Escrito antes das manifestações que […]

> Por RASCUNHO

BREVES_Que_eu_disse_general_174

O que eu disse ao general
Anderson Fonseca
Oitava Rima
68 págs.

Estado de guerra
Escrito antes das manifestações que tomaram o Brasil em julho do ano passado, antes do massacre de Damasco na Síria e antes da recente guerra entre Israel e Palestina, os trinta e seis contos curtos que compõem este livro versam nas entrelinhas sobre ditadores e a opressão do poder. O combustível para as histórias foi a declaração de Muammar al-Gadafi, que comparou os manifestantes líbios aos ratos. A razão desconhecida afirma: “apesar de tudo, se um dia descobrirmos o que motiva um general, todos seus atos sanguinolentos serão perdoados”; O tanque anuncia a chegada do general; em De onde vem o poder, o pai ensina ao filho sobre a espada e a palavra; em Festa, o anúncio do fim quando os soldados tomam a cidade; Senado traz uma fábula sobre os podres do poder; Primavera mostra a transição de crianças para adultos através da compreensão do poder bélico; Reclamação dos velhos trata com linhas nostálgicas de pessoas que sofreram com as mazelas da guerra. As ilustrações são de Ciro Gonçalves.

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Terra de demônios
Marcio Catunda
Ibis libris
216 págs.

Ilhados pelo mal
Crátilo Portela ganhou esse nome em homenagem ao discípulo de Platão. É um homem de estatura mediana, aparentemente ingênuo e gosta de literatura oriental. Foi educado para ser político ou militar, mas seguiu um caminho bem diferente: abandonou a faculdade de Letras para trabalhar num cartório de registro civil, mas logo desistiu. Portela desejava aventuras: precisava de um emprego que sustentasse essa vontade de adrenalina, então ingressou na empresa Ventura. Aos 36 anos, foi para sua primeira missão, exercendo a função de escriturário. Foi parar em Patrupacholândia, capital da Ilha dos Patrupachas. A recepção no hotel foi apenas um vislumbre do que aconteceria mais tarde, quando toda a baixaria do lugar e a completa ausência de moral dos habitantes se fariam claras. A única conclusão plausível: “se existe inferno, este é certamente o lugar”. Desenrola-se uma trama com personagens bárbaros que agem somente em prol do benefício próprio.

 

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A menina de véu
Natália Nami
Rocco
160 págs.

Cicatrizes
Lígia é uma mulher de classe média que sempre se viu atendendo às expectativas da família: ser esposa e mãe. Quando ela encontra o homem certo, porém, sua família não aceita. Trata-se de um militar de origem árabe pouco afeito à vida teatral e arrogante dos salões de vaidade. Ela enfrentou a tudo e a todos, convicta, mas o que recebeu em troca foi rejeição: no altar, ele simplesmente não apareceu. Tornou-se somente o Noivo, cujo nome ela não lembrou ao longo dos anos. Não fosse o bastante, Lígia estava grávida. Traumatizada, todos os relacionamentos posteriores foram um fracasso. Já Amir leva uma vida próspera financeiramente. Para ele, as mulheres são somente passatempo; nunca sentiu afeto verdadeiro por elas, incluindo sua própria filha, rejeitada desde o nascimento. Um dia, ele está num restaurante acompanhado da esposa, grávida de mais um filho, e reconhece uma mulher de meia-idade bebendo uma taça de vinho. Todo um passado lamentável acaba por ser relembrado.

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